Artigos sobre ‘Internet’
O colega Jonny Ken, criador do Migre.me, já compartilhou conosco em algumas ocasiões que nunca se considerou um empreendedor. Disse que o Migre.me começou por acaso, numa brincadeira de viralizar o meme do Rick Astley durante uma Campus Party e evoluiu em outra brincadeira, de criar uma startup em 24 horas (que ele perdeu, porque levou três dias). Sua história é mais ou menos parecida com a de muitos jovens empreendedores, como do próprio Mark Zuckerberg (criador do Facebook, você sabe).
Inspirados por essa tendência de geeks descompromissados empreendendo com sucesso, o Grasshopper (empresa jovem que oferece recursos para empreendedores) produziu um vídeoclipe muito divertido, paródia de Jay-Z com Alicia Keys. Confira:
“The New Dork” – Entrepreneur State of Mind (Jay-Z ft Alicia Keys Spoof)

Você provavelmente sabe usar o Twitter, o Facebook, o LinkedIn e às vezes ainda acessa sua conta no Orkut. Agora eu quero saber: você sabe como surgiram as mídias sociais? Como é que começou esta história das redes sociais por meio da internet?
É isto que busquei explicar na apresentação de slides que compartilho hoje. Você pode conferí-la abaixo e, se gostar, sugiro que compartilhe: tuite, curta, envie o link por e-mail, pegue o código embed e incorpore no seu blog… Fique à vontade, pois o conhecimento é coletivo!
Hoje compartilho com você um infográfico que preparei com diversos dados sobre as compras coletivas e seus players. Fatos de 2010 e expectativas para 2011. Vale a pena conferir: os números impressionam. E bastante.
Confira:


Li recentemente, no blog Mídia Boom, um artigo muito bacana, escrito por Felipe Morais, sobre os quatro pilares da comunicação digital. Nele, o autor afirma que estes pilares são: engajamento, relacionamento, conteúdo e presença digital.
Com base em sua experiência como planner, Felipe conta que o ideal é investir nestas quatro frentes, e que em todos os casos de sucesso que ele conhece, pelo menos uma delas foi bem trabalhada. Entretanto, o autor enfatiza que os pilares estão intrinsicamente ligados:
Percebeu o quanto esses pilares têm ligação um com os outros? É assim que o consumidor se comporta nas redes; é assim que ele interage com outras pessoas. (sic) Felipe Morais, no Mídia Boom
Quando estes quatro pilares não estão integrados, você ainda pode obter bons resultados. O engajamento e o relacionamento podem gerar tráfego, ajudar no branding e fidelização, estimular a recompra e a recomendação; o conteúdo pode ajudar a engajar, a desenvolver o relacionamento e também a construir a presença digital que, em si, significa não apenas estar presente, mas ser relevante no meio digital. Isso nos leva à outra questão…
Os dois erros mais comuns da estratégia de marketing web
Muitas estratégias de marketing na web contemplam apenas o básico, o “feijão com arroz”, que seria produzir um site institucional e (às vezes) investir em SEM (search engine marketing). Em outros casos, as empresas optam por dar início a um blog da empresa e abrir contas corporativas nas mídias sociais. A intenção é ótima, mas por que muitas vezes estas iniciativas não dão certo?
1. Pensamento inadequado
Criar um website corporativo vai muito além de transformar o folder da empresa em bits e bytes. Você não pode utilizar as mesmas fotos, os mesmos textos, a mesma disposição dos elementos. É preciso entender que a internet é outra mídia e que seus utilizadores possuem outros padrões de comportamento.
Para que um site corporativo seja eficiente, é preciso pensar nele como o centro da presença digital dinâmica e viva da sua marca. Lembrar que não há limites de espaço físico, como num folder, mas que informação desnecessária não agrega nada – só dificulta o gerenciamento do conteúdo e deixará seus visitantes (possíveis clientes) perdidos, sem encontrar o que procuram. Prestar atenção na usabilidade, clareza do texto para todos os públicos, enriquecimento com elementos visuais e iconografia, canais de contato fáceis e ágeis, entre outras, também é essencial para planejar um bom começo de presença digital eficiente.
2. Entrar no desconhecido mundo das mídias sociais sem um mapa
Após criar o blog, com um design superbacana, e abrir contas em todas as mídias sociais possíveis, muitas empresas acabam se perdendo. Às vezes, até produzem alguns posts e mandam alguns replies no Twitter, mas o trabalho vai muito além disso.
Não é adequado publicar apenas os releases, clippings e comunicados da empresa no blog, e o Twitter não serve apenas para enviar os links que direcionam para o seu website ou blog. Se a estratégia for essa, pare por aí, porque seu público não está interessado nisso.
Também não adianta colocar qualquer pessoa sem especialização (vulgarmente conhecidos como “os sobrinhos”) em áreas relacionadas à Comunicação e ao Marketing para fazer o serviço: os resultados podem ser desastrosos, como este aqui e este também.
Além disso, em grande parte dos casos os canais criados pelas empresas, inclusive seus blogs, acabam jogados às traças, abandonados num gigantesco cemitério virtual. Aí, o que acontece quando um cliente acessa estes canais? Percebe que a marca não está comprometida com o público, que não está interagindo, não está oferecendo valor por meio do conteúdo. Está ausente, frustrando seus visitantes que encontram apenas teias de aranha no espaço da marca.
O internauta é mais exigente, quer conteúdo, quer falar com as marcas e não está mais no site da marca A, B ou C. O digital está cada vez mais fragmentado e é preciso entender isso. (sic) Felipe Morais, no Mídia Boom
Estes são apenas os dois erros que julgamos mais comuns, entre diversos que poderíamos apontar, cometidos pelas empresas que não conhecem o meio digital ou são maldirecionadas. Portanto, meu amigo, cuidado. A internet parece um campo florido com áreas muito férteis, mas também existem seus campos minados. Você precisa saber onde pisa para que a internet, em vez de ser um bom negócio, não vire uma armadilha para a sua marca.

Digamos que você tenha uma empresa que vende e instala som automotivo. Você investe na produção de um site e, para atrair visitantes e potenciais clientes, resolve fazer uma campanha de links patrocinados. Muito bem, é um caminho que deve trazer resultados. Se o site for bacana e o valor investido em publicidade for razoável, pode trazer bons resultados.
Mas, imagine um potencial cliente que vai até o Google porque deseja saber quais opções de DVD e som existem para o seu carro. Ele busca por “dvd automotivo” e, ao lado dos resultados da pesquisa, visualiza o seu anúncio. Provavelmente, seu texto seria algo como:

Ok, o interessado pode até ser persuadido a clicar no anúncio e conhecer a sua empresa. “Será que eles vendem pela internet?” ou “será que eles têm atendimento pelo site?”, são algumas das perguntas que ele pode fazer antes de clicar, #ficadica.
Agora, e se a sua empresa também tivesse um blog, no qual fosse publicado conteúdo com frequência? Lógico, conteúdo relevante, interessante e relacionado ao nicho da sua empresa. Quando o potencial cliente buscasse por “dvd automotivo”, o seu anúncio poderia ser:

Desta vez, você acertou em cheio. Era exatamente isso que o sujeito procurava saber e, ao ver no endereço que o anúncio o levará para um blog, ele é encorajado a clicar, pois ele não vê um anúncio institucional – vê conteúdo. No conteúdo do post anunciado, esse potencial cliente poderá tirar suas dúvidas, aprenderá e se sentirá mais confiante para fazer sua compra. E adivinhe onde é que ele está? No site de uma empresa que vende e instala o que ele quer!
Mesmo que o seu site não possibilite fechar um negócio, ou que o usuário pretenda comprar apenas no mês seguinte, são grandes as chances de ele se lembrar de que foi no blog da sua empresa onde tirou as dúvidas que tinha. Foi a sua marca que o ajudou, que o instruiu, que demonstrou entender do assunto e ser legal o suficiente para compartilhar o conhecimento que tem. Sendo assim, onde você acha que o sujeito vai comprar?
O potencial do conteúdo para a sua marca
Utilizar o conteúdo da marca (branded content) em conjunto com os links patrocinados pode ser muito mais eficiente do que utilizar o site institucional, colocando apenas o nome e segmento da empresa nos anúncios, como numa lista telefônica. Em vez de falar “conheça nossa empresa”, você dirá “ei, eu tenho as respostas para suas perguntas e outras coisas que lhe interessam”. É o início de um relacionamento com a sua marca, que pode gerar frutos logo no início e/ou trazer muitos resultados a longo prazo.
O cliente que passa a consumir o seu conteúdo fica engajado, fidelizado, passa a recomendar e defender a sua marca. Mesmo que ele não compre nada, sua marca passará a ser citada nas conversas cotidianas do cliente, como “Eu li outro dia, no blog da X Auto Sound, que não posso dirigir com fones de ouvido” ou “Amigo, não sai tão caro instalar um DVD para seus filhos, no banco de trás – eu li sobre isso, há pouco tempo, no blog da X Auto Sound”. E é assim que cada vez mais pessoas são engajadas em torno da sua marca, mais pessoas passam a conhecer e confiar na sua empresa e, consequentemente, você passa a lucrar mais.




