Artigos sobre ‘Internet’

vocabulário - oceano de palavras

Experimente navegar por cinco blogs diferentes, de sua preferência. Perceba que a maior parte deles ou faz uso de linguagem bastante coloquial (simples, palavras do dia a dia, as que utilizamos para conversar entre amigos); outra parte, também considerável, busca utilizar termos mais sérios, técnicos e corporativos.

Cada caso realmente exige uma combinação distinta de palavras, que deve ser escolhida com base em variáveis como:

  • Público-alvo do conteúdo;
  • Nicho da empresa detentora do blog;
  • Possibilidade de que pessoas não habituadas a ler que, consequentemente, não conhecem muitas palavras diferentes acessem o blog;
  • Posicionamento da marca;
  • Entre outros.

 

Entretanto, existem alguns fatores que podem prejudicar a qualidade do texto, seja qual for o tipo de linguagem escolhida. Um bom vocabulário pode ajudar o redator a não cometer os seguintes deslizes:

  • Repetir várias vezes a mesma palavra no texto;
  • Utilizar palavras em ocasiões equivocadas (ex: “assertivo” como sinônimo de “preciso ou de “certo”) – assertivo quer dizer afirmado com categoria, com propriedade;
  • Exagerar nos termos técnicos, deixando o texto incompreensível para grande parte dos leitores;
  • Abusar dos jargões corporativos, cuja utilização já tenha se exaurido;
  • Tornar difícil a compreensão da mensagem por não se expressar com clareza, utilizando palavras inadequadas;
  • Citar outros autores e não interpretá-los corretamente, por não conhecer algumas palavras que utilizaram.

 

Expandindo os limites geopolíticos do seu vocabulário

Não, você não precisa comprar um dicionário para ler no ônibus, no banheiro e antes de dormir. Mas ler é algo realmente essencial. E ser criterioso com o material que lê também é algo fundamental: existem muitos livros por aí que, infelizmente, estão recheados de erros crassos da língua portuguesa e possuem um estilo muito maldefinido. A blogosfera é outro ambiente perigoso, pois são poucos os blogs que apresentam boa qualidade textual (o conteúdo pode ser excelente, mas é maltransmitido e o texto, malredigido, sem revisão).

Outra coisa interessante a se fazer é consultar um dicionário sempre que escutar ou ler uma palavra que você não tenha familiaridade ou não tenha certeza do seu significado. Assim, além de aumentar as suas opções, você ainda garante que não irá colocá-la em contextos equivocados.

Que tal testar o seu vocabulário? Tente criar uma mistura diferente de palavras e deixe um comentário neste post! ;)

bola fora no jornalismo web
Durante a Campus Party 2011, Ana Brambilla, editora do portal Terra e Pedro Doria, editor do Estadão.com, comentaram sobre a importância do furo de reportagem no jornalismo feito pela internet.

 

Checagem defasada

Pedro Doria disse que o Estadão tem quebrado paradigmas ao tuitar links dos furos de seus concorrentes e contou que, até um tempo atrás, eles seguravam os maiores furos para a versão impressa do jornal, mas hoje já não agem assim – os furos vão direto para o site e, depois, pro jornal impresso. Ana Brambilla ressaltou que o imediatismo é um fetiche forte no jornalismo brasileiro, mas que a checagem das informações é essencial para assegurar a credibilidade do veículo de comunicação.

A checagem, citação de fontes e referências, por sinal, é algo que tem sofrido uma grande escassez na blogosfera tupiniquim. Muito se deve ao fato de escrevermos em forma de depoimento profissional, mas por mais que o formato seja flexível e menos cartesiano, perdemos uma boa chance de ratificar a informação, reforçando-a com ideias de outros profissionais conceituados ou trechos de livros.

 

Revisão vs. imediatismo

No jornalismo online, além da credibilidade da informação não confirmada, não checada, a revisão é outro ponto crucial para que o conteúdo noticioso não perca seu valor. A correção e a clareza da linguagem podem ser decisivas durante a leitura de uma notícia e, principalmente, em assegurar que o leitor volte ao site para ler outros materiais. Quem se depara com erros julga todo o seu conteúdo com base naquele trecho equivocado e nunca mais volta “àquele site malfeito e antiprofissional”.

Com a pressa onipresente de nossas vidas, pode não sobrar tempo para revisar o conteúdo produzido. Às vezes, a equipe é pequena e precisa gerar mais conteúdo noticioso; outras vezes, não tem um revisor exclusivamente dedicado à função. A rotina do jornalista web é muito pior do que a do jornalista oldschool. Aí, por falta de tempo e esmero, acabam publicando algumas besteiras que podem comprometer toda a marca.

 

Por exemplo…

Peguei, para analisarmos e para ilustrar como a revisão pode fazer a diferença, uma notícia do portal R7, por ser um grande portal de notícias, mas que ainda não possui tradição na internet. O título é “Ditador culpa diabo ‘estrangeiro’ e se nega a renunciar na Líbia” e o link é este. Para prevenir que o texto base fosse alterado, tirei também “um print” da notícia (e grifei, em vermelho, as partes comentadas abaixo). Vamos ao que encontrei:

O ditador deixou também um aviso ameaçador para aqueles que “desafiarem a ordem” e colaborarem com “os estrangeiros”, ameaçando executá-los.(sic)

Não é um erro, mas um bom revisor evitaria utilizar “deixou também um aviso ameaçador” e, fechando a frase, “ameaçando executá-los”. Repetir desta forma empobrece o texto.

A Líbia e África não vai desistir de sua glória. Nós derrotamos superpotências [Estados Unidos e Reino Unido] e vamos continuar aqui, desafiador. (sic)

Um erro simples de concordância verbal. O correto seria “A Líbia e África não vão desistir”. Repare também que, no final da frase, há um “desafiador” solto, perdido, sem coesão.

…e faz uma perigosa promessa à cidade, prometendo usar a violência na repressão. (sic)

Novamente, o texto sofre com a repetição de um termo na mesma frase. Prometa não utilizar novamente a palavra, Sr. jornalista!

Armas serão estregues agora para as autoridades. (sic)

Estregar, segundo o Michaelis, significa “1 Transferir para um papel ou tábua com boneca embebida em pó de carvão (um desenho picado). 2 Esfregar. 3 Almofaçar”. Como sugeriria o Google: você quis dizer entregar.

Nós deixamos o poder para o povo da líbia desde 1970 [...] (sic)

Tá certo que o país não é muito grande, mas seu nome ainda precisa começar com letra maiúscula.

Para Seif, o número de mortos é exagerado e a Líbia está à beira da guerra civil. Para o filho do ditador, a violência é resultado de um “complô estrangeiro”. (sic)

Pare de repetir as palavras, meu amigo! Duas sentenças, consecutivas, começando de forma similar em mais um caso de fraqueza no texto.

Jornais e TVs relataram que pessoas em helicópteros atiravam em todo mundo na capital do país, Trípoli. (sic)

Minha última observação é conceitual, mas se eu fosse o revisor, não teria deixado desse jeito: as pessoas nos helicópteros atiravam em todo mundo na cidade? Que informação vaga! Atiravam em transeuntes, protestantes, nas pessoas em algum lugar… “Em todo mundo” é um pouco absurdo. Parece apenas que o jornalista queria terminar logo de escrever a notícia e teve preguiça de pensar melhor sobre quem foi alvo dos helicópteros.

 

Faça o teste

Analisei e revisei tanto o estilo como a ortografia e gramática do texto. Vale lembrar que é possível realizar a revisão de um texto sem necessariamente questionar a adequação, conceitos e realizar um upgrade nele, o que chamamos de preparação – ou arrumação. Mas, claro, os dois juntos é o que sempre recomendo.

Agora é a sua vez: escolha algum portal de notícia, comece a ler e reparar nos absurdos que existem por aí, nas bolas foras que os jornalistas web têm dado, por causa da pressa e da falta de revisão.

 
E você, o que pensa sobre esse dilema? Vale a pena publicar um furo sem revisá-lo, para garantir que você será o primeiro a publicar o fato? Vale a pena gerar um pouco menos de conteúdo, mas com melhor qualidade? Deixe sua opinião!

Olá! Estou postando pouco por aqui, na minha própria casa, mas web afora tenho contribuído com a geração de conteúdo. Que tal conferir um pouco do que tenho compartilhado? Confira abaixo:

No @iMasters:

 
 

No @CampanhaDigital:

 

Leia, compartilhe, acrescente, critique… fique à vontade, o conteúdo é nosso! ;)

Parece que as barangas seminuas do Orkut e a hegemonia dos sites pornográficos estão perdendo força. Conteúdo infantil e cheio de inocência está começando a ganhar a internet de forma surpreendente, sendo consumido por adultos mesmo.

Seria sinal de amadurecimento da geração Y que, após a fase de negação da infância, volta a aceitar esse tipo de conteúdo? Pode ser. Ou seria reflexo de uma saturação da negatividade que recebemos nos jornais e das dificuldades do cotidiano, fazendo com que conteúdos imaculados sirvam de refúgio, uma fuga da realidade cheia de problemas que enfrentamos?

Seja lá o que for, é bom ficarmos de olho nisso pois os próximos virais de sucesso podem seguir essa tendência


Sesame Street: Elmo’s Song – 22 milhões de visualizações, destacado no blog de tendências do YouTube

Menina Isabela - fenômeno na internet brasileira
Menina Isabela: seu pai publicou um vídeo em que ela reclamava dele ter fechado a porta – foi o que bastou pra ela virar um fenômeno na internet, cativando milhões de brasileiros em poucos dias (clique na foto para assistir ao primeiro vídeo ou aqui para acessar o canal dela, com outros vídeos)

Motionless by BenHeine on DeviantArt - click to check it out

Encontrei num trabalho acadêmico (do @Eloy_Vieira e @lisboaline) uma teorização sobre os conceitos de redes sociais, mídias sociais e mídias digitais. Acho interessante levantar novamente esta questão para ajudar a elucidar as dúvidas e para que o pessoal não se confunda mais (abaixo, ipsis litteris):

…é importante ressaltar a diferença conceitual entre redes sociais, mídias sociais e mídias digitais. As redes sociais são simplesmente mais um forma de relações entre as pessoas, que, “na internet, [...] são as relações interpessoais mediadas pelo computador, e acontecem através da interação social em busca da comunicação” (FREITAS, 2010, p. -).

Já as mídias sociais abrangem muito mais, e são típicas da Web 2.0, pois, segundo Kaplan e Haenlein (2010, p. -) as mídias sociais são “um grupo de aplicações para Internet, construídas com base nos fundamentos ideológicos e tecnológicos da Web 2.0, e que permitem a criação e troca de Conteúdo Gerado pelo Utilizador”, ou seja, as redes sociais na Internet são automaticamente consideradas mídias sociais uma vez que proporcionam trocas de informações, idéias e interesses.

Já o termo mídias digitais é muito mais abrangente e designa qualquer meio de comunicação que se utilize de tecnologia digital, ou seja, toda rede social é uma mídia social que, por sua vez, também é uma mídia digital.

Fonte: ler PDF no Google Docs

PS: e pra quem ainda confunde, quem trabalha com Design é Designer – o trabalho do Designer é o Design; logo, um site ou um folder não tem um “designer bonito”, a não ser que você esteja se referindo ao cara que criou a arte!

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