Artigos sobre ‘Webwriting’

O Social Bakers apontou dez erros que muitos de nós, profissionais das mídias sociais, cometemos com as páginas corporativas no Facebook. São dez questões interessantes sobre coisas que podemos evitar e alguns cuidados para que a página da sua empresa (fanpage) obtenha melhores resultados na maior mídia social do mundo. Vamos conferir:
1. Publicar com muita frequência no mesmo dia
Encher os fãs de atualizações da sua página, dificultando que eles acompanhem seus amigos, é algo que pode custar o engajamento do fã e pode até ser considerado spam.
Para empresas em geral, recomenda-se publicar conteúdo de 1 a 3 vezes por dia - mas somente se você tiver um ótimo conteúdo para compartilhar. Se a sua marca for um jornal ou outra empresa de mídia, é aceitável uma média de 6 a 12 publicações por dia.
2. Publicar o mesmo conteúdo duas vezes
Alguns profissionais de mídias sociais recomendam repetir, repostar, republicar o mesmo conteúdo (ou uma chamada para ele). Pense: pode ser que muita gente siga você com afinco e acabe cansada do seu estilo de papagaio. Caso realmente precise repetir, assegure-se de fazê-lo com uma nova roupagem, dentro de um novo contexto.
3. Bater boca com o cliente
Esta postura só vai gerar dor de cabeça e mais discussão acalorada. Se promover o bate-boca, pode contar com muitos fãs desconvertidos, geração de buzz negativo sobre a marca e um grande impacto prejudicial à percepção da marca.
4. Apagar comentários negativos
Em vez de apagá-los, o que é percebido pelo público como censura e falta de abertura, defina algumas regras e ações específicas para resolver diferentes tipos de comentários negativos. Não precisa fazer alarde, mas responder e respeitar a opinião do cliente é essencial (desde que não sejam agressores/trolls).
5. Publicar conteúdo em curtos períodos de tempo
Há uma sutil diferença entre publicar com muita frequência e publicar em curtos períodos. Mesmo que você insira apenas dois conteúdos em sua fanpage, procure distribuí-los durante o dia, em vez de enviá-los de uma só vez. Você aumenta suas chances de atingir pessoas diferentes e de ganhar a atenção dos fãs em momentos distintos.
6. Publicar apenas um tipo de conteúdo
É bem provável que você queira gerar tráfego para o seu site, mas os fãs não estão interessados apenas em receber links dele. Busque variar, alternando com algumas imagens, notas rápidas e vídeos relacionados ao seu segmento.
7. Publicar sem descrições
A clareza da informação é importantíssima. Por isso, lembre-se sempre de explicar aos fãs que receberão o seu conteúdo, em poucas palavras, que raios você está compartilhando.
8. Não responder aos fãs
Este é um grande erro. Como toda mídia social, o Facebook é um canal de comunicação de mão dupla. Portanto, conecte-se com seus fãs e engaje-os em seu Mural.
9. Demorar em responder aos seus fãs
O consumidor digital, o heavy user de internet e tecnologia é acostumado com rapidez em tudo e esta expectativa é a mesma no atendimento das empresas, especialmente nas mídias sociais. Não deixe seu público achar que não foi ouvido: procure respondê-los em até seis horas.
10. Não utilizar as abas da página
Talvez não possamos chamá-las mais de abas, pois foram movidas para baixo do logotipo/avatar, mas o conceito continua o mesmo: locais que vão além do Mural, Discussões e Informações. Explore todos os recursos multimídia e altamente personalizáveis das páginas.
E agora que as páginas do Facebook são tão populares e apresentam tanto potencial, será que vale a pena substituir o seu site por uma fanpage na mídia social? Busquei responder à pergunta neste artigo publicado no iMasters. Confira!

Digamos que você tenha uma empresa que vende e instala som automotivo. Você investe na produção de um site e, para atrair visitantes e potenciais clientes, resolve fazer uma campanha de links patrocinados. Muito bem, é um caminho que deve trazer resultados. Se o site for bacana e o valor investido em publicidade for razoável, pode trazer bons resultados.
Mas, imagine um potencial cliente que vai até o Google porque deseja saber quais opções de DVD e som existem para o seu carro. Ele busca por “dvd automotivo” e, ao lado dos resultados da pesquisa, visualiza o seu anúncio. Provavelmente, seu texto seria algo como:

Ok, o interessado pode até ser persuadido a clicar no anúncio e conhecer a sua empresa. “Será que eles vendem pela internet?” ou “será que eles têm atendimento pelo site?”, são algumas das perguntas que ele pode fazer antes de clicar, #ficadica.
Agora, e se a sua empresa também tivesse um blog, no qual fosse publicado conteúdo com frequência? Lógico, conteúdo relevante, interessante e relacionado ao nicho da sua empresa. Quando o potencial cliente buscasse por “dvd automotivo”, o seu anúncio poderia ser:

Desta vez, você acertou em cheio. Era exatamente isso que o sujeito procurava saber e, ao ver no endereço que o anúncio o levará para um blog, ele é encorajado a clicar, pois ele não vê um anúncio institucional – vê conteúdo. No conteúdo do post anunciado, esse potencial cliente poderá tirar suas dúvidas, aprenderá e se sentirá mais confiante para fazer sua compra. E adivinhe onde é que ele está? No site de uma empresa que vende e instala o que ele quer!
Mesmo que o seu site não possibilite fechar um negócio, ou que o usuário pretenda comprar apenas no mês seguinte, são grandes as chances de ele se lembrar de que foi no blog da sua empresa onde tirou as dúvidas que tinha. Foi a sua marca que o ajudou, que o instruiu, que demonstrou entender do assunto e ser legal o suficiente para compartilhar o conhecimento que tem. Sendo assim, onde você acha que o sujeito vai comprar?
O potencial do conteúdo para a sua marca
Utilizar o conteúdo da marca (branded content) em conjunto com os links patrocinados pode ser muito mais eficiente do que utilizar o site institucional, colocando apenas o nome e segmento da empresa nos anúncios, como numa lista telefônica. Em vez de falar “conheça nossa empresa”, você dirá “ei, eu tenho as respostas para suas perguntas e outras coisas que lhe interessam”. É o início de um relacionamento com a sua marca, que pode gerar frutos logo no início e/ou trazer muitos resultados a longo prazo.
O cliente que passa a consumir o seu conteúdo fica engajado, fidelizado, passa a recomendar e defender a sua marca. Mesmo que ele não compre nada, sua marca passará a ser citada nas conversas cotidianas do cliente, como “Eu li outro dia, no blog da X Auto Sound, que não posso dirigir com fones de ouvido” ou “Amigo, não sai tão caro instalar um DVD para seus filhos, no banco de trás – eu li sobre isso, há pouco tempo, no blog da X Auto Sound”. E é assim que cada vez mais pessoas são engajadas em torno da sua marca, mais pessoas passam a conhecer e confiar na sua empresa e, consequentemente, você passa a lucrar mais.
Fiz uma renovação na lista de blogs que leio, acompanho e aprovo, todos que abordam temas relacionados ao universo da comunicação, marketing digital e propaganda.

São trinta e dois (provavelmente eu me esqueci de alguns). Alguns consagrados, outros nem tanto, mas todos com bastante conteúdo relevante, interessante e que vale a pena conferir e assinar seus feeds RSS (assine os meus também clicando aqui!). Você pode acompanhar a maior parte deles no Twitter também, nesta lista.
Para não haver favoritismo, a lista está em ordem alfabética. E se, no futuro, você quiser consultá-la, basta olhar na barra lateral aqui do blog!
Ah, você também tem um blog sobre o assuntoo? Deixe um comentário neste post contando para nós!
32 blogs sobre comunicação, marketing digital e propaganda
Coloque o mouse sobre cada nome para ler a descrição:
- A Bordo da Comunicação
- Adivertido
- Aletp.com
- Blog de Brinquedo
- Blog Mídia8
- Bruno de Souza
- CHMKT
- Comunique9
- Coxa Creme
- Dr. Conteúdo
- e-Commerce Brasil
- Erros de Marketing
- iMasters
- IT WEB
- Mídia Boom
- Mídia Buzz
- Mídias Sociais . Net
- Mídias Sociais Blog
- Midiatismo
- Mundo do Marketing
- Nós da Comunicação
- Ponto Marketing
- Proxxima
- Puta Sacada
- Quadro dos Bemóis
- Tecnoblog
- Tecnocrata Digital
- Tudo, Mais Tudo Mesmo
- Viu Isso?
- Webdiálogos
- Webinsider
- Wordsmith

Durante a Campus Party 2011, Ana Brambilla, editora do portal Terra e Pedro Doria, editor do Estadão.com, comentaram sobre a importância do furo de reportagem no jornalismo feito pela internet.
Checagem defasada
Pedro Doria disse que o Estadão tem quebrado paradigmas ao tuitar links dos furos de seus concorrentes e contou que, até um tempo atrás, eles seguravam os maiores furos para a versão impressa do jornal, mas hoje já não agem assim – os furos vão direto para o site e, depois, pro jornal impresso. Ana Brambilla ressaltou que o imediatismo é um fetiche forte no jornalismo brasileiro, mas que a checagem das informações é essencial para assegurar a credibilidade do veículo de comunicação.
A checagem, citação de fontes e referências, por sinal, é algo que tem sofrido uma grande escassez na blogosfera tupiniquim. Muito se deve ao fato de escrevermos em forma de depoimento profissional, mas por mais que o formato seja flexível e menos cartesiano, perdemos uma boa chance de ratificar a informação, reforçando-a com ideias de outros profissionais conceituados ou trechos de livros.
Revisão vs. imediatismo
No jornalismo online, além da credibilidade da informação não confirmada, não checada, a revisão é outro ponto crucial para que o conteúdo noticioso não perca seu valor. A correção e a clareza da linguagem podem ser decisivas durante a leitura de uma notícia e, principalmente, em assegurar que o leitor volte ao site para ler outros materiais. Quem se depara com erros julga todo o seu conteúdo com base naquele trecho equivocado e nunca mais volta “àquele site malfeito e antiprofissional”.
Com a pressa onipresente de nossas vidas, pode não sobrar tempo para revisar o conteúdo produzido. Às vezes, a equipe é pequena e precisa gerar mais conteúdo noticioso; outras vezes, não tem um revisor exclusivamente dedicado à função. A rotina do jornalista web é muito pior do que a do jornalista oldschool. Aí, por falta de tempo e esmero, acabam publicando algumas besteiras que podem comprometer toda a marca.
Por exemplo…
Peguei, para analisarmos e para ilustrar como a revisão pode fazer a diferença, uma notícia do portal R7, por ser um grande portal de notícias, mas que ainda não possui tradição na internet. O título é “Ditador culpa diabo ‘estrangeiro’ e se nega a renunciar na Líbia” e o link é este. Para prevenir que o texto base fosse alterado, tirei também “um print” da notícia (e grifei, em vermelho, as partes comentadas abaixo). Vamos ao que encontrei:
O ditador deixou também um aviso ameaçador para aqueles que “desafiarem a ordem” e colaborarem com “os estrangeiros”, ameaçando executá-los.(sic)
Não é um erro, mas um bom revisor evitaria utilizar “deixou também um aviso ameaçador” e, fechando a frase, “ameaçando executá-los”. Repetir desta forma empobrece o texto.
A Líbia e África não vai desistir de sua glória. Nós derrotamos superpotências [Estados Unidos e Reino Unido] e vamos continuar aqui, desafiador. (sic)
Um erro simples de concordância verbal. O correto seria “A Líbia e África não vão desistir”. Repare também que, no final da frase, há um “desafiador” solto, perdido, sem coesão.
…e faz uma perigosa promessa à cidade, prometendo usar a violência na repressão. (sic)
Novamente, o texto sofre com a repetição de um termo na mesma frase. Prometa não utilizar novamente a palavra, Sr. jornalista!
Armas serão estregues agora para as autoridades. (sic)
Estregar, segundo o Michaelis, significa “1 Transferir para um papel ou tábua com boneca embebida em pó de carvão (um desenho picado). 2 Esfregar. 3 Almofaçar”. Como sugeriria o Google: você quis dizer entregar.
Nós deixamos o poder para o povo da líbia desde 1970 [...] (sic)
Tá certo que o país não é muito grande, mas seu nome ainda precisa começar com letra maiúscula.
Para Seif, o número de mortos é exagerado e a Líbia está à beira da guerra civil. Para o filho do ditador, a violência é resultado de um “complô estrangeiro”. (sic)
Pare de repetir as palavras, meu amigo! Duas sentenças, consecutivas, começando de forma similar em mais um caso de fraqueza no texto.
Jornais e TVs relataram que pessoas em helicópteros atiravam em todo mundo na capital do país, Trípoli. (sic)
Minha última observação é conceitual, mas se eu fosse o revisor, não teria deixado desse jeito: as pessoas nos helicópteros atiravam em todo mundo na cidade? Que informação vaga! Atiravam em transeuntes, protestantes, nas pessoas em algum lugar… “Em todo mundo” é um pouco absurdo. Parece apenas que o jornalista queria terminar logo de escrever a notícia e teve preguiça de pensar melhor sobre quem foi alvo dos helicópteros.
Faça o teste
Analisei e revisei tanto o estilo como a ortografia e gramática do texto. Vale lembrar que é possível realizar a revisão de um texto sem necessariamente questionar a adequação, conceitos e realizar um upgrade nele, o que chamamos de preparação – ou arrumação. Mas, claro, os dois juntos é o que sempre recomendo.
Agora é a sua vez: escolha algum portal de notícia, comece a ler e reparar nos absurdos que existem por aí, nas bolas foras que os jornalistas web têm dado, por causa da pressa e da falta de revisão.
E você, o que pensa sobre esse dilema? Vale a pena publicar um furo sem revisá-lo, para garantir que você será o primeiro a publicar o fato? Vale a pena gerar um pouco menos de conteúdo, mas com melhor qualidade? Deixe sua opinião!

Há alguns anos, a agência Talent criou uma campanha muito bacana para o portal do jornal O Estado de São Paulo na internet. Ela questionava se o espectador realmente tinha conteúdo, ou apenas fazia “cara de conteúdo”. Você pode assistir ao primeiro vídeo aqui e ao segundo aqui. Agora, vamos resgatar essa questão: você tem conteúdo?
Na web – pelas mídias sociais e blogosfera -, e fora dela, algumas pessoas são vistas como sem graça, sem relevância, sem conteúdo. Mesmo que ocupem cargos importantes ou tenham bastante desenvoltura, a imagem pessoal delas não transmite profundidade.
Eu tenho conteúdo?
A definição do dicionário Michaelis é ampla, mas pode ser resumida em “aquilo que está contido” e, para a Sociologia, “o mesmo que cultura”. No contexto dessa análise, o conteúdo buscado está contido nas pessoas e tem relação com a bagagem cultural, opiniões e bom senso delas. Todos têm um pouco de cada um destes elementos. Sendo assim, todos têm conteúdo (mesmo os que não leem o Estadão). Então, por que algumas pessoas parecem que têm apenas “cara de conteúdo”? Alguns fatores podem ser apontados:
- Falta de tempo: o sujeito não consegue encontrar um tempinho para manter um blog, um perfil no Twitter, ou está sempre com pressa e não desenvolve conversas (mesmo pessoalmente);
- Perfil introspectivo: chamar pouca atenção e passar despercebido são as metas deste sujeito, que não se sente à vontade em se abrir para o mundo, para as pessoas, mesmo que ali dentro exista muito conteúdo;
- Comunicação e expressão: tudo faz sentido e está organizado de forma linear em sua mente, mas quando ele tenta explicar o que pensa, suas opiniões, crenças e valores, simplesmente não consegue encontrar as palavras certas, ordenar as ideias e cativar os outros.
Com prática, tempo e estudo, todos podem mostrar ao mundo seu conteúdo, construir suas imagens pessoais, ganhar reconhecimento e relevância. Entretanto, é possível obter assistência de consultorias que treinam e indicam caminhos, ou – como no caso de celebridades, políticos, esportistas e executivos muito ocupados -, recorrer a profissionais especializados, que orientam o cliente, produzem conteúdo alinhado ao seu perfil e gerenciam sua imagem na internet e fora dela.
Trabalhe seu conteúdo, construa valor e credibilidade – ou então, deixe seu conteúdo comigo! :]




