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É, diriam os antigos, quem diria! Quem diria que uma linha de cosméticos que nasceu em 1886, para donas-de-casa e vendida de porta em porta, iria atingir o tamanho estrondoso que atingiu? Seu faturamento oscila na faixa dos 10 milhões de dólares por ano, com suas vendas globais. Quem fundou a empresa foi David McConnell, um tiozinho simpático que vendia livros no mesmo sistema porta a porta (o spam da época). Os cosméticos, a princípio, eram brindes. Porém, tornaram-se mais populares do que os livros. Tal demanda gerou uma oportunidade gritante, que até o tiozinho McConnell percebeu e apostou na ideia.
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Agora, um império dos cosméticos, que se distancia cada vez mais do público de menor renda (que foi o foco há algumas décadas), aproximando-se da classe média e de parte dos mais abastados também. Como faz isso? Com campanhas belíssimas, trabalhando o valor da marca, design de embalagem, treinamento da força de vendas, melhorando a qualidade dos produtos, aumentando os preços, associando nomes famosos, copiando o Nine Inch Nails… peraí, copiando o Nine Inch Nails?
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E não é que em sua última empreitada, um lindo vídeo que foi exibido em vários países do novo e do velho mundo, a Avon juntou o nome Lacroix e, talvez sem querer, roubou uma baita ideia do grupo Nine Inch Nails? Talvez tenha sido o subconsciente dos criativos e produtores. Talvez tenha sido uma “inspiração” descarada. Bem, veja os dois vídeos e tire suas conclusões.
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Vídeo da Avon (2009)
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Vídeo do Nine Inch Nails (1997)
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Assistindo ao vídeo inteiro, minha opinião é de que bastou jogar no liquidificador o videoclipe com alguns toques de fashion, bater por 30 segundos e voila, estava pronto.
Para promover o Q5, a Audi resgatou o conceito de animação mais básico, as folhas que se sobrepõem. Porém, não tem nada de desenho rústico: o vídeo faz uso de efeitos avançados e trabalha com certa melancolia na narrativa. Cenas que são incorporadas ao cenário somente por meio do livreto dão um toque simplista, poético, mágico, que estreita a relação entre produto e indivíduo.
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Com o slogan “Tudo acontece na pista”, o filme foi gravado na África do Sul e dirigido por Kim Geldenhuys. O conceito é de que para funcionar a animação das páginas, é preciso que cada imagem esteja perfeitamente posicionada, reforçando o valor de “precisão” do veículo e servindo de metáfora para a qualidade e tecnologia funcionando numa impecável harmonia. Agência: Ogilvy Johannesburg.
Lembra do caso 54m5un6 (Samsung escrito em L33T) na camiseta do Palmeiras? Então, o caso foi solucionado. Era um teaser, aplicado na própria marca, para o lançamento do novo smartphone da Samsung que, como eles afirmam, é destinado aos usuários assíduos de mídias sociais. Confira o anúncio oficial, que será veiculado na próxima revista SuperInteressante (abril/2009):
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Aqui no Brasil, o modelo T459 recebeu o nome Scrapy (com apenas um p mesmo). Nos EUA ele recebeu o nome Gravity e em nossos vizinhos latino-americanos, Holic. O maior diferencial é que ele permite um slide lateral, revelando um teclado Qwerty (o Nokia E75 também terá) que, segundo análises disponíveis no YouTube, é muito fácil e confortável. Ele possui o MSN (Windows Live) Messenger integrado, assim como um browser. Com estes dois parceiros (e um serviço de telefonia), os usuários podem “chatear” pelo comunicador instantâneo e atualizar blogs, Twitter, verificar e-mails pelo browser, pesquisar no Google, ler notícias (aviso: frase clichê) e muito mais.
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O MERCADO DE TELEFONIA MÓVEL
Fica bem clara a diferenciação dos smartphones e celulares segmentados por nicho. Existem os sofisticados, com touch screen, design de encher os olhos. Existem os musicais, com players avançados e outros recursos relacionados. Existem os quase-uma-câmera-digital, para os fotógrafos amadores de plantão. Existiam os smartphones, feios porém úteis, para quem precisava usá-los para trabalhar. Agora, até os smartphones estão sendo segmentados, e temos o Scrapy como exemplo: o segmento adolescentes-viciados-em-MSN e blogueiros/twitteiros.
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Veja uma vídeo-análise em espanhol do aparelho:
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Ano passado a agência África criou para os 100 anos da Associação Brasileira de Imprensa. Sei que já é notícia velha, mas quem não viu, vale a pena conferir. O texto, que fala sobre como uma vírgula pode mudar completamente o sentido de uma frase, é sensacional!
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Agência: Africa Criação: Fábio Seidl, Bruno Brasil e Luiz Gonzaga Saraiva
Direção de criação: Nizan Guanaes e Sérgio Gordilho
Produção da agência: Daniela Andrade, Diego Melo e Camila Naito Atendimento: Márcio Santoro, Maria Cecília Cilento e Maria Claudia Conde
Produtora do filme: Visorama Diversões Eletrônicas
Finalização e pós-produção: Link Digital
Produtora de som: Sonido Produções Musicais
Produção: Lucas Duque e Daniel Lopes
Locução: Matheus Nachtergaele
Aprovação pelo cliente: Maurício Azedo
Fonte: Portal da Propaganda
Incrível trabalho da agência Fischer / Lisboa. Com o conceito “e tudo termina em dinheiro” eles criaram cédulas das moedas cubana, alemã, russa e chinesa para divulgar o Diário Econômico. Confira as 4 belíssimas criações:
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