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Há poucos meses das eleições presidenciais no Brasil, muito tem se comentado sobre o uso da internet e das mídias sociais como parte relevante das campanhas dos candidatos. De fato, a campanha já começou há um bom tempo na internet, enquanto que nas mídias tradicionais começa apenas hoje, 6 de julho.

A revista SuperInteressante deste mês apresentou dados interessantes: 5% dos eleitores paulistanos afirmaram que a internet foi “o principal fator de decisão do voto” (ESPM/IBOPE) nas eleições de 2002, quando ainda era proibido usar mídias sociais na campanha. Entre os jovens, o valor chegou a 12%. Já temos aí o super seguido José Serra no Twitter, o blog da Dilma que permite aos militantes criarem sub-blogs, o blog com nome super inovador com integração no Twitter (que retweeta automaticamente a candidata) da Marina, entre outras ações.

Números do IBOPE do terceiro trimestre de 2008 indicam que o Brasil já tem 43,1 milhões de pessoas com acesso à internet. O custo de conexões de banda larga, ainda alto, não impede o uso do serviço: mais da metade dos acessos é feita a partir de lan houses e outros centros de acesso públicos. De acordo com uma pesquisa divulgada pela Nielsen Online no começo de 2009, o Brasil é líder no uso de blogs e redes sociais: 80% dos brasileiros que navegam na internet participam de sites desse tipo e gastam neles um em cada quatro minutos de navegação. As mídias sociais são mais usadas pelos brasileiros do que o e-mail.

Trecho do livro “Eleições 2.0“, de Antonio GRAEFF, p. 34, 2009, Publifolha

Além do controle dos candidatos e partidos, temos também a participação direta dos eleitores no monitoramento e difusão das informações (leia: podres) dos candidatos: projeto Adote um Vereador, Transparência Brasil, Excelências, entre outros.

Fica claro agora que todos querem ser Barack Obama, como bem observou Alexandre Inagaki (leitura recomendada). Por isso, vamos recapitular e lembrar do case Obama neste excelente vídeo “Obama Digital”:

A Unilever está lançando um novo desodorante, o Axe Twist, que promete mudar a fragrância durante o dia. Segundo a empresa, isso mantém as garotas interessadas…

axe twist apresentação

Enfim, o interessante mesmo é a campanha que eles prepararam: uma garota fica com webcam ao vivo, no Ustream, enquanto o pessoal interage com ela por meio de mentions no Twitter.

Já participaram algumas garotas e, ao que parece, uma nova está por vir para ficar até o dia 25 de março. Então, aproveite para acompanhar a garota no Ustream e enviar cantadas pelo Twitter!

axe twist campanha

O imediatismo da internet têm nos tornado mais impacientes. Queremos que a página abra logo, que o vídeo carregue, que o download termine, que as atualizações aconteçam… sempre, o mais rápido possível.
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Esta tendência de comportamento, que pode ser classificada como “impaciência”, mesmo sendo um traço normalmente negativo, foi tomado como conceito principal para a criação de uma campanha na Índia. Lógico que o anunciante está ligado à web: é a Airtel Broadband, fornecedora de internet por lá.
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O texto da campanha é super persuasivo e tenta criar identificação com seu target. Só que é como se eles tivessem um problema e passassem a gostar do problema, a aceitar e orgulhar-se do problema. É a união dos impacientes digitais. Dessa forma, a campanha cria uma espécie de sentimento de grupo social, no qual ou você se enquadra e se orgulha, ou você está fora. Essa postura conseguiu gerar engajamento e já existe o espírito de comunidade dos impacientes no Facebook, Flickr, YouTube e sabe-se lá onde mais.
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Confira o vídeo e, embaixo dele, a tradução do texto:
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Eles dizem que somos impacientes. Estão certos.
Você não seria? Quando se tem 1 milhão de amigos para conhecer?

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Eles dizem que estamos sempre com pressa. Nós estamos. Porque não podemos esperar a roda girar. Não podemos esperar que um VJ nos diga que música devemos gostar, não podemos esperar nossa vez chegar, o relógio tiquetaquear, o Sol nascer, o tempo chegar…
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Eles dizem que somos impacientes?
Impaciência é a nova vida.

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Viva-a com Airtel Broadband.

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Estranho, hein?

Muita gente gostou, mas tem muita gente dizendo que a tal Airtel joga baixo no mercado por lá, e que além disso, os pacotes de conexão oferecidos não são coerentes: há um limite de download de 20GB, quantidade que aparentemente acabaria em poucas horas de uso contínuo para download com a velocidade oferecida. Isso pode ser um grave problema da campanha para o pós-venda, pois usuários desatentos que contratarem o serviço poderão notar esse limite depois, gerando uma insatisfação custosa. Imagine milhares de usuários falando sobre isso na internet, dois meses depois desta campanha: adeus credibilidade da marca.
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Clique aqui e conheça o site oficial da campanha.

Um grupo de publicitários italianos desenvolveu uma campanha ousada, com o único intuito de incentivar o uso de preservativos. A campanha chamava-se Kamaproject, por juntar figuras do Kama Sutra com a popular figura da Morte (o ceifador). O que mais chama a atenção é como a campanha foi vendida. Não havia cliente por trás do desenvolvimento!
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O grupo divulgou a existência da campanha em blogs, sites de mídia social, enviou e-mail diretamente aos diretores de marketing das empresas, para, por fim, colocar a campanha à venda no eBay. E não é que conseguiram? O Myspace foi quem ofereceu maior apoio financeiro, e foi o patrocinador oficial da campanha.

Confira abaixo imagens e o vídeo que explica todo o processo (em inglês):
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Gostei do "We are really sensitive about relationship" - tudo que ver com a marca Não sei como os mamilos não foram censurados!

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Não, não. Só mais um grande ruído no melhor estilo lost in translation.
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Ouve-se falar que a tendência agora é empurrar slogans curtos. Pois a TBWA/Chiat/Day de Los Angeles ajudou a Visa nesta missão. Uma campanha institucional suntuosa. Só que, para exportá-la, é preciso planejamento.

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Vamos exportar comunicação. Ok, primeira coisa a verificar: que língua se fala no país de destino? Culturalmente compatível? E o cenário mercadológico? Bah. Três perguntas que esqueceram de fazer.

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Resultado? Uma campanha visualmente incrível, só que cheia de ruídos.
- Primeiro ruído: duplo slogan: “GO.” era o mote em inglês, que marca presença visualmente nas peças. Então, junto ao “GO.” empurraram um “Mais pessoas vão com Visa”. Qual é o slogan? Então Visa me carrega? Visa é transporte para que eu vá com ele?
- Segundo ruído: a palavra, em inglês, “go” tem pronúncia muito próxima da palavra, em português, “gol”. É gol? Visa tem algo que ver com futebol?
- Terceiro ruído: a predominância da cor laranja somada à pronúncia “gol”, somada ao slogan “Mais pessoas vão”, criam uma baita confusão entre uma empresa de cartões de crédito e outra empresa de transportes aéreos. Go, Gol, laranja, venha conosco!

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A versão original foi narrada por Morgan Freeman, a nacional, por Antonio Fagundes (se não me engano).  Nem isso salva essa péssima importação de propaganda. Da próxima vez, espero que o pessoal da TBWA/Chiat/Day de Los Angeles peça ajuda aos planners brasileiros.

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Confira o vídeo da campanha:

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Fonte: release Visa
matéria no Brainstorm9

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