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Para mostrar quão poderosa é a nova tecnologia utilizada na tela do smartphone Infuse 4G, da Samsung, a AT&T divulgou um comercial de 30 segundos relativamente simples, mas que ganhou a simpatia do público pelo realismo dos atores. Foi uma boa sacada utilizar o comportamento humano para enfatizar características de um produto tecnológico e ainda conseguir que muitas pessoas se identifiquem com a personagem.
Sobre o Samsung Infuse 4G: tela “Super AMOLED Plus” (o nome tá ficando brega!) de 4.1 polegadas, espessura varia de 8,9 mm a 9,24 mm, 132 mm de altura e 71 mm de largura, sistema Android 2.2 e 131 gramas.
Não tenho assistido muito à televisão, confesso. Mas tanto na TV aberta como na paga, a publicidade não tem exibido muita criatividade. Vemos muitas repetições de fórmulas comuns, clichês super ultrapassados ou então, quando tentam inovar, as criações acabam saindo meio sem sentido, meio sem graça, meio sem eficácia.
Entretanto, hoje vi um anúncio que me cativou, que conseguiu resgatar um pouco dos tempos áureos da publicidade brasileira (lembra da DPZ e W/Brasil?). É o anúncio da ZAP Imóveis, site de anúncios do Grupo Estado. Do ponto de vista da redação publicitária, ele abusa das (queridas dos publicitários) figuras de linguagem: a metáfora, na “casa” do pássaro sendo comparada às nossas casas; e a prosopopeia, por utilizar animais irracionais como protagonistas racionais.
Apesar da utilização das figuras de linguagem ser comum na publicidade, elas foram muito bem empregadas, com um texto e uma produção criativos, marcantes e simpáticos. Confira:
Ficha Técnica:
FILME
Título: João
Cliente: Zap SA Internet
Produto: Imóveis
Agência: NBS
Diretor de Criação: Pedro Feyer e André Lima
Criação: Cássio Faraco e Giuliano Cesar
Atendimento: Alexandre Grynberg, Ana Coutinho e Beatriz Molinari
Planejamento: Gisela Toledo, Rodrigo Néia e Vitor Amos
RTV: Bia Traldi
Aprovação Cliente: André Molinari, Eduardo Schaeffer e Glaucia Tacaoca
Produtora: Sentimental Filmes
Direção: Camila Faus
Direção de Fotografia: Ted Abel
Atendimento Produtora: Wander Damiani
Montagem / Edição: Rami Aguiar
Produtora de Áudio: Panela
É, diriam os antigos, quem diria! Quem diria que uma linha de cosméticos que nasceu em 1886, para donas-de-casa e vendida de porta em porta, iria atingir o tamanho estrondoso que atingiu? Seu faturamento oscila na faixa dos 10 milhões de dólares por ano, com suas vendas globais. Quem fundou a empresa foi David McConnell, um tiozinho simpático que vendia livros no mesmo sistema porta a porta (o spam da época). Os cosméticos, a princípio, eram brindes. Porém, tornaram-se mais populares do que os livros. Tal demanda gerou uma oportunidade gritante, que até o tiozinho McConnell percebeu e apostou na ideia.
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Agora, um império dos cosméticos, que se distancia cada vez mais do público de menor renda (que foi o foco há algumas décadas), aproximando-se da classe média e de parte dos mais abastados também. Como faz isso? Com campanhas belíssimas, trabalhando o valor da marca, design de embalagem, treinamento da força de vendas, melhorando a qualidade dos produtos, aumentando os preços, associando nomes famosos, copiando o Nine Inch Nails… peraí, copiando o Nine Inch Nails?
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E não é que em sua última empreitada, um lindo vídeo que foi exibido em vários países do novo e do velho mundo, a Avon juntou o nome Lacroix e, talvez sem querer, roubou uma baita ideia do grupo Nine Inch Nails? Talvez tenha sido o subconsciente dos criativos e produtores. Talvez tenha sido uma “inspiração” descarada. Bem, veja os dois vídeos e tire suas conclusões.
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Vídeo da Avon (2009)
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Vídeo do Nine Inch Nails (1997)
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Assistindo ao vídeo inteiro, minha opinião é de que bastou jogar no liquidificador o videoclipe com alguns toques de fashion, bater por 30 segundos e voila, estava pronto.




