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Que modelo de negócios apresenta mais potencial: da Ferrari ou das Casas Bahia? Por mais que o segmento de luxo também esteja num momento positivo, a maior base de consumidores no Brasil está no meio do losango social. Losango?
Sim, uma pesquisa da Cetelem BGN revelou que não temos mais uma pirâmide social no Brasil, em que a base é composta pelos mais pobres, nem mesmo uma pirâmide invertida, com as classes D e E no topo mais largo, dominando o consumo. O que temos agora é um losango, ou seja, a classe C, localizada no centro da forma geométrica, representa 53% da população brasileira, com 101 milhões de pessoas. E do ponto de vista econômico, ela é superativa.
Meio digital na classe C
No meio digital, os dados são impressionantes, com o crescente aumento do acesso à informática (assista ao vídeo abaixo), à banda larga e tevê paga, e também aos smartphones – inclusive com plano de dados. O tráfego de dados móveis no Brasil deve quadruplicar nos próximos quatro anos, devendo-se muito mais à ascensão da classe C do que à nova cultura dos tablets.
Do total de usuários de celular no Brasil, 54,9% são da classe C. Entre os 101 milhões de pessoas da classe C, 66% têm aparelhos que conseguem acessar a internet, entre computadores, celulares e laptops.
Juventude popular e economicamente ativa
Renato Meirelles, do instituto de pesquisas Data Popular, afirma que é preciso superar algumas barreiras culturais se quisermos direcionar nosso negócio a este público. Muitas marcas não querem ser reconhecidas como populares, não se aproximam do público, não conhecem a cultura e a vida dessas pessoas e, por isso, acabam errando em suas estratégias.
Mas será possível ignorar a classe C, sendo que ela representa 80% dos internautas e responde por 76% do consumo no País? Percentualmente, o acesso à internet tem maior penetração nas classes A e B, mas em quantidade total a C já domina a grande rede.
Renato também destaca que, nas classes populares, os mais jovens têm mais influência, pois 68% deles estudaram mais do que seus pais, fazendo com que tenham mais conhecimento, influência nas compras e facilidade para obter melhores salários.
E você, vai de Ferrari ou de Fiat?

Você provavelmente sabe usar o Twitter, o Facebook, o LinkedIn e às vezes ainda acessa sua conta no Orkut. Agora eu quero saber: você sabe como surgiram as mídias sociais? Como é que começou esta história das redes sociais por meio da internet?
É isto que busquei explicar na apresentação de slides que compartilho hoje. Você pode conferí-la abaixo e, se gostar, sugiro que compartilhe: tuite, curta, envie o link por e-mail, pegue o código embed e incorpore no seu blog… Fique à vontade, pois o conhecimento é coletivo!

Li recentemente, no blog Mídia Boom, um artigo muito bacana, escrito por Felipe Morais, sobre os quatro pilares da comunicação digital. Nele, o autor afirma que estes pilares são: engajamento, relacionamento, conteúdo e presença digital.
Com base em sua experiência como planner, Felipe conta que o ideal é investir nestas quatro frentes, e que em todos os casos de sucesso que ele conhece, pelo menos uma delas foi bem trabalhada. Entretanto, o autor enfatiza que os pilares estão intrinsicamente ligados:
Percebeu o quanto esses pilares têm ligação um com os outros? É assim que o consumidor se comporta nas redes; é assim que ele interage com outras pessoas. (sic) Felipe Morais, no Mídia Boom
Quando estes quatro pilares não estão integrados, você ainda pode obter bons resultados. O engajamento e o relacionamento podem gerar tráfego, ajudar no branding e fidelização, estimular a recompra e a recomendação; o conteúdo pode ajudar a engajar, a desenvolver o relacionamento e também a construir a presença digital que, em si, significa não apenas estar presente, mas ser relevante no meio digital. Isso nos leva à outra questão…
Os dois erros mais comuns da estratégia de marketing web
Muitas estratégias de marketing na web contemplam apenas o básico, o “feijão com arroz”, que seria produzir um site institucional e (às vezes) investir em SEM (search engine marketing). Em outros casos, as empresas optam por dar início a um blog da empresa e abrir contas corporativas nas mídias sociais. A intenção é ótima, mas por que muitas vezes estas iniciativas não dão certo?
1. Pensamento inadequado
Criar um website corporativo vai muito além de transformar o folder da empresa em bits e bytes. Você não pode utilizar as mesmas fotos, os mesmos textos, a mesma disposição dos elementos. É preciso entender que a internet é outra mídia e que seus utilizadores possuem outros padrões de comportamento.
Para que um site corporativo seja eficiente, é preciso pensar nele como o centro da presença digital dinâmica e viva da sua marca. Lembrar que não há limites de espaço físico, como num folder, mas que informação desnecessária não agrega nada – só dificulta o gerenciamento do conteúdo e deixará seus visitantes (possíveis clientes) perdidos, sem encontrar o que procuram. Prestar atenção na usabilidade, clareza do texto para todos os públicos, enriquecimento com elementos visuais e iconografia, canais de contato fáceis e ágeis, entre outras, também é essencial para planejar um bom começo de presença digital eficiente.
2. Entrar no desconhecido mundo das mídias sociais sem um mapa
Após criar o blog, com um design superbacana, e abrir contas em todas as mídias sociais possíveis, muitas empresas acabam se perdendo. Às vezes, até produzem alguns posts e mandam alguns replies no Twitter, mas o trabalho vai muito além disso.
Não é adequado publicar apenas os releases, clippings e comunicados da empresa no blog, e o Twitter não serve apenas para enviar os links que direcionam para o seu website ou blog. Se a estratégia for essa, pare por aí, porque seu público não está interessado nisso.
Também não adianta colocar qualquer pessoa sem especialização (vulgarmente conhecidos como “os sobrinhos”) em áreas relacionadas à Comunicação e ao Marketing para fazer o serviço: os resultados podem ser desastrosos, como este aqui e este também.
Além disso, em grande parte dos casos os canais criados pelas empresas, inclusive seus blogs, acabam jogados às traças, abandonados num gigantesco cemitério virtual. Aí, o que acontece quando um cliente acessa estes canais? Percebe que a marca não está comprometida com o público, que não está interagindo, não está oferecendo valor por meio do conteúdo. Está ausente, frustrando seus visitantes que encontram apenas teias de aranha no espaço da marca.
O internauta é mais exigente, quer conteúdo, quer falar com as marcas e não está mais no site da marca A, B ou C. O digital está cada vez mais fragmentado e é preciso entender isso. (sic) Felipe Morais, no Mídia Boom
Estes são apenas os dois erros que julgamos mais comuns, entre diversos que poderíamos apontar, cometidos pelas empresas que não conhecem o meio digital ou são maldirecionadas. Portanto, meu amigo, cuidado. A internet parece um campo florido com áreas muito férteis, mas também existem seus campos minados. Você precisa saber onde pisa para que a internet, em vez de ser um bom negócio, não vire uma armadilha para a sua marca.

A Origem do Termo Spam
O Anúncio de Spam

Em primeiro lugar, quero esclarecer que prefiro o termo mídias sociais, pois considero o Facebook, por exemplo, uma mídia social. Ele é o canal onde temos nossas redes sociais.

ANALISTA?
A princípio, os caras que trabalhavam com blogs e fóruns eram apenas blogueiros e moderadores. Aos poucos, as mídias sociais ganharam popularidade, mas ainda não era o ápice. Foi aí que inventaram o termo evangelista, ou evangelizador de mídias sociais, porque parte do trabalho (talvez a mais difícil) era convencer empresas e consumidores a aderirem ao mundo das mídias sociais, praticamente “pregando a palavra”. O tempo passou e hoje já não é mais necessário tentar convencer alguém sobre a relevância e utilidade das mídias sociais: eis que nasce o especialista em mídias sociais ou, o termo mais aceito, analista de mídias sociais. Aí, dizem que quem se afirma especialista numa área tão nova é charlatão. Os que consideram “analista” um termo hierarquicamente baixo se dizem “gestores” de mídias sociais. Tem gente também que fala community manager ou gerente de comunidades. No fim das contas, eu prefiro dizer que sou o Mídia Social (assim como nas agências tem o Mídia, o Atendimento, o Tráfego, etc.). E você, qual termo prefere? Conhece algum consenso?
PRÉ-REQUISITOS
Aí começa o problema: não se sabe nem como chamar o sujeito, tampouco o que ele precisa saber. Generalizando: alguns acham que jornalistas são ideais, porque escrevem bem e sabem informar; outros preferem publicitários, porque são criativos conhecem linguagem persuasiva e conceitos de marketing; tem gente que prefere programadores, afinal mídia social é site, na internet, então eles devem entender disso; e outros simplesmente pegam qualquer um que tenha um blog e já está ótimo.

ATRIBUIÇÕES
O problema ganha proporções maiores quando é preciso definir o que esse cara das mídias sociais deve fazer, o que é responsabilidade dele ou não. Algumas são básicas: blogar, twittar, cuidar da página no Facebook, usar um perfil ou comunidade no Orkut… Um trabalho desse tipo exige um planejamento e capacidade de coletar dados e gerar relatórios… esse cara sabe fazer isso? É preciso entender de gestão de marcas, personalidade, posicionamento… E o que mais ele faz mesmo? Ele pode compartilhar fotos no Flickr e vídeos no YouTube, mas é ele quem deve editar as fotos e os vídeos? É ele quem deve criar o layout e programar o blog? Faz SEO? E se precisar criar uns aplicativos para colocar no site da empresa, para integrar com o Twitter e o Facebook, quem faz isso? E qual é o piso salarial desse cara? Ah, chama seu sobrinho mesmo.




