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Comercial do Samsung Infuse 4G

Para mostrar quão poderosa é a nova tecnologia utilizada na tela do smartphone Infuse 4G, da Samsung, a AT&T divulgou um comercial de 30 segundos relativamente simples, mas que ganhou a simpatia do público pelo realismo dos atores. Foi uma boa sacada utilizar o comportamento humano para enfatizar características de um produto tecnológico e ainda conseguir que muitas pessoas se identifiquem com a personagem.

Sobre o Samsung Infuse 4G: tela “Super AMOLED Plus” (o nome tá ficando brega!) de 4.1 polegadas, espessura varia de 8,9 mm a 9,24 mm, 132 mm de altura e 71 mm de largura, sistema Android 2.2 e 131 gramas.

Leia mais sobre o aparelho no Tecnoblog e no Engadget.


Com base em Kotler e Keller, vamos lembrar a essência do marketing e descobrir porquê seu papel principal não é vender.

o principal papel do marketing na web não é vender

Todo indivíduo envolvido em marketing, propaganda, relações públicas e administração, se puder ser classificado como “profissional”, deve ter, em algum momento de sua carreira, folheado o gigantesco e aclamado livro “Administração de Marketing” (Philip Kotler e Kevin Lane Keller). O problema é que temos memória curta e a terrível tendência ao imediatismo, a buscar resultados tangíveis em curto prazo (vendas, lucro). E isso acontece com diretores, consultores, assistentes e estagiários.

Por isso, gostaria de relembrar o comecinho deste livro, apelidado de “a bíblia do marketing”. Minha intenção é resgatar a consciência de que o objetivo de nenhuma estratégia de marketing pode ser vender, vender e vender (inclusive no marketing digital). Algo que está muito claro nas palavras do Sr. Kotler: “… empresas [que] assumem uma visão de negócios de curto prazo, direcionada para vendas, [...] vão acabar por não satisfazer os acionistas, os funcionários, os fornecedores e os parceiros de canal…” (Kotler, p. 3).

O que é Marketing?

Kotler e Keller (p. 4) começam oferecendo a definição de marketing da American Marketing Association: “o marketing é uma função organizacional e um conjunto de processos que envolvem a criação, a comunicação e a entrega de valor para os clientes, bem como a administração do relacionamento com eles, de modo que beneficie a organização e seu público interessado”. Em seguida, acrescentam: “Vemos a administração de marketing como a arte e a ciência da escolha de mercados-alvo e da captação, manutenção e fidelização de clientes por meio da criação, da entrega e da comunicação de um valor superior para o cliente” (Kotler, p. 4).

O objetivo do marketing não é vender?

Em suas palavras, os autores referem-se a dois tipos de definições de marketing, ‘social’ e ‘gerencial’. A ideia central de acrescentar valor à sociedade seria uma visão mais ‘social’, enquanto que, de acordo com uma visão mais ‘gerencial’, o conceito seria mais próximo de “a arte de vender produtos” (Kotler, p.4). Na sequência, os autores lançam mão de uma frase que pode ser chocante para os executivos que há muito tempo não têm contato com literatura especializada: “De fato, as pessoas se surpreendem quando ouvem que a parte mais importante do marketing não é vender! Vendas são a ponta do iceberg do marketing” (Kotler, p.4).

Quem vende é o balconista, o vendedor, o corretor, a ferramenta de e-commerce. Marketing é muito, muito, muito mais do que isso. Fico chateado quando contratam um profissional de marketing esperando que ele, subutilizado, administre vendas. Kotler e Keller prosseguem, desta vez citando uma frase de Peter Drucker, “um dos principais teóricos da administração”:

Pode-se considerar que sempre haverá a necessidade de vender. Mas o objetivo do marketing é tornar supérfluo o esforço de venda. O objetivo do marketing é conhecer e entender o cliente tão bem que o produto ou o serviço seja adequado a ele e se venda sozinho. Idealmente, o marketing deveria resultar em um cliente disposto a comprar. A única coisa necessária então seria tornar o produto ou o serviço disponível. (Drucker apud Kotler, p. 64-65)

Então, quais seriam os principais papeis do marketing na internet?

  • Identificar o público-alvo da marca e detalhar seu comportamento online: hábitos de navegação, preferências de mídia, tempo online, quando e o que ele compra na internet, que tipo de conteúdo ele consome, qual sua postura perante novidades (adopters), etc.;
  • Descobrir como desenvolver diferenciais num ambiente tão competitivo como a internet, enfrentando ferramentas de comparação de preços, diversas informações disponíveis, agressores da marca, dificuldades em disseminar mensagens (propaganda) comerciais sem que haja demanda por elas, atenção dispersa do público (sempre navegando em múltiplas abas, enquanto escuta música, conversa, etc.), entre outras variáveis típicas do ambiente digital;
  • Analisar o mercado e os concorrentes: o que eles têm feito em seus produtos e serviços, preços, negociações, comunicação, branding, parcerias, inovações tecnológicas, etc.;
  • Desenvolver meios para engajar e fidelizar clientes, um assunto frequentemente associado às estratégias de SMM (social media marketing) e de CRM (customer relationship management);
  • Propor estratégias para engajar os colaboradores e fornecedores no meio digital, com o objetivo de aumentar a produtividade, integração e até mesmo gerar buzz positivo sobre a marca (com muita instrução e cuidado);
  • Utilizar as incontáveis e úteis ferramentas disponíveis na internet para acompanhar tendências, monitorar sua marca e seu nicho, ficar sabendo de informações importantes antes dos concorrentes, montar gráficos e apresentações que facilitem a compreensão de dados, melhorar a comunicação e a produtividade internas, etc.;
  • Definir um posicionamento e buscar que ele seja estabelecido;
  • Explorar diferentes ações para colocar a marca em evidência, buscando conquistar todos os shares (mind, heart, market), incentivar a aproximação entre marca e público e trabalhar os valores percebidos na marca (branding);
  • Pesquisar e aplicar estratégicas e ferramentas de relacionamento com todos os públicos (clientes, parceiros, colaboradores) para resolver problemas, obter feedback, tirar dúvidas, prevenir crises, etc.;
  • Entre diversas outras atividades que, em sua maior parte, está indiretamente vinculada às vendas.

 

É claro que toda empresa precisa de lucro para sobreviver e que lucro é obtido por meio das vendas. Entretanto, para nos diferenciarmos do perfil de “chefe de loja”, aquele que só quer vender mais e o mais rápido possível, precisamos mudar a nossa forma de pensar e das pessoas à nossa volta sobre como atingir os melhores resultados.

Realizar uma promoção que dê 50% de desconto ou colocar diversos anúncios podem trazer resultados em curto prazo, mas não sustentarão suas vendas. Marketing deve focar no que antecede (e também no que sucede) a venda, deve ser aquilo que prepara o caminho para que o fluxo de negociações esteja sempre acontecendo, com harmonia, credibilidade e estabilidade.

 

Bibliografia

KOTLER, Philip e KELLER, Kevin Lane. Administração de Marketing: a bíblia do marketing. 12ª edição. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2007, p. 3-4.

DRUCKER, Peter apud KOTLER, Philip. Management: tasks, responsibilities, practices. Nova York: Harper and Row, 1973, p. 64-65.

Fiz uma renovação na lista de blogs que leio, acompanho e aprovo, todos que abordam temas relacionados ao universo da comunicação, marketing digital e propaganda.

32 blogs de comunicação, marketing digital e propaganda

São trinta e dois (provavelmente eu me esqueci de alguns). Alguns consagrados, outros nem tanto, mas todos com bastante conteúdo relevante, interessante e que vale a pena conferir e assinar seus feeds RSS (assine os meus também clicando aqui!). Você pode acompanhar a maior parte deles no Twitter também, nesta lista.

Para não haver favoritismo, a lista está em ordem alfabética. E se, no futuro, você quiser consultá-la, basta olhar na barra lateral aqui do blog!

Ah, você também tem um blog sobre o assuntoo? Deixe um comentário neste post contando para nós!

 

32 blogs sobre comunicação, marketing digital e propaganda

Coloque o mouse sobre cada nome para ler a descrição:

  1. A Bordo da Comunicação
  2. Adivertido
  3. Aletp.com
  4. Blog de Brinquedo
  5. Blog Mídia8
  6. Bruno de Souza
  7. CHMKT
  8. Comunique9
  9. Coxa Creme
  10. Dr. Conteúdo
  11. e-Commerce Brasil
  12. Erros de Marketing
  13. iMasters
  14. IT WEB
  15. Mídia Boom
  16. Mídia Buzz
  17. Mídias Sociais . Net
  18. Mídias Sociais Blog
  19. Midiatismo
  20. Mundo do Marketing
  21. Nós da Comunicação
  22. Ponto Marketing
  23. Proxxima
  24. Puta Sacada
  25. Quadro dos Bemóis
  26. Tecnoblog
  27. Tecnocrata Digital
  28. Tudo, Mais Tudo Mesmo
  29. Viu Isso?
  30. Webdiálogos
  31. Webinsider
  32. Wordsmith

 

o que é branded content?

Também chamado de advertainment, conteúdo de marca e marketing de conteúdo, branded content é todo conteúdo de entretenimento produzido por marcas com o objetivo de aproximar-se do público, fortalecer e associar valores à marca e trabalhar o engajamento.

Apesar de há muito tempo existirem propagandas divertidas, o branded content vai além, fazendo com que a marca seja percebida como alguém que presenteia com entretenimento, não como alguém que faz propaganda engraçada. Ele não invade o espaço e interrompe o consumo de conteúdo como faz a propaganda – ele é o conteúdo consumido.

Ele pode se apresentar em diversos formatos e mídias: livros, histórias em quadrinhos, filmes, espetáculos, programetes de tevê e rádio, artigos em blogs, música, jogos (advergames), entre outros.

Nas mídias sociais, quando as marcas não estão falando diretamente com alguém, elas estão produzindo conteúdo. Notas publicadas na fanpage do Facebook, tuítes interessantes que geram retuítes, posts no blog ou Tumblr são, além de ações de relacionamento, branded content.

 

Branded content e product placement: qual é a diferença?

São parecidos, mas há diferenças fundamentais. No caso do product placement, geralmente o produto ou a marca aparecem dentro de um contexto aceitável, mas o restante do conteúdo não remete mais à marca. Veja alguns exemplos de product placement no cinema.

Com o branded content, todo o conteúdo é produzido e fornecido pela marca. Além de ter mais destaque (nunca sendo ostensivo, o que descaracterizaria o conceito de entretenimento convertendo o conteúdo em propaganda), a marca é associada com todos os benefícios que o público obtém daquele conteúdo, ou seja, o prazer, o aprendizado, etc. ajudando a construir uma série de retornos positivos.

Vale lembrar que quando um conteúdo é apenas patrocinado, não produzido pela marca, ele não deve ser considerado um branded content. Exemplos:

 

Qualidade e relevância

Para que o conteúdo de marca seja bem aceito, consumido e gere os resultados esperados, ele precisa ter qualidade e relevância. Ou seja, ele precisa realmente agradar, cativar o público, ser interessante, coerente com a marca e fazer sentido dentro do contexto onde ele for acessado. Branded content que força a marca ou produto goela abaixo do público tende a ser esquecido, ou pior, gerar críticas e indisposição das pessoas com a marca.

Pesquisas indicam que o retorno de sites com branded content é 29% maior do que de sites comuns e que 68% das empresas estão migrando seus investimentos de marketing para formatos relacionados com o conteúdo de marca.

E a sua empresa, está pronta para oferecer conteúdo? Se precisar, entre em contato comigo!

 

Casos de branded content estudados

Dois casos foram mensurados e analisados pela The Branded Content Marketing Association (BCMA). Confira:

— “Let’s Grow” é um programa social da empresa Morrisons que busca levar conhecimento sobre o mundo da agricultura para escolas infantis e despertar o interesse das crianças. Para aumentar a adesão de crianças ao “Let’s Grow”, a Morrisons produziu um reality show chamado “Farm Camp”, voltado para crianças, mostrando como são as coisas numa fazenda. Com um único episódio, atingiram um aumento de 24% nas adesões.

— Um programete da HSBC chamado “Alternative investing” buscava estabelecer vínculo com um público de maior renda. Os resultados do estudo mostraram que mais de dois terços do público reagiu positivamente, com 67% afirmando “eu gostaria de ver mais desse tipo de coisa no futuro”.

Não tenho assistido muito à televisão, confesso. Mas tanto na TV aberta como na paga, a publicidade não tem exibido muita criatividade. Vemos muitas repetições de fórmulas comuns, clichês super ultrapassados ou então, quando tentam inovar, as criações acabam saindo meio sem sentido, meio sem graça, meio sem eficácia.

Entretanto, hoje vi um anúncio que me cativou, que conseguiu resgatar um pouco dos tempos áureos da publicidade brasileira (lembra da DPZ e W/Brasil?). É o anúncio da ZAP Imóveis, site de anúncios do Grupo Estado. Do ponto de vista da redação publicitária, ele abusa das (queridas dos publicitários) figuras de linguagem: a metáfora, na “casa” do pássaro sendo comparada às nossas casas; e a prosopopeia, por utilizar animais irracionais como protagonistas racionais.

Apesar da utilização das figuras de linguagem ser comum na publicidade, elas foram muito bem empregadas, com um texto e uma produção criativos, marcantes e simpáticos. Confira:

Ficha Técnica:

FILME
Título: João
Cliente: Zap SA Internet
Produto: Imóveis
Agência: NBS
Diretor de Criação: Pedro Feyer e André Lima
Criação: Cássio Faraco e Giuliano Cesar
Atendimento: Alexandre Grynberg, Ana Coutinho e Beatriz Molinari
Planejamento: Gisela Toledo, Rodrigo Néia e Vitor Amos
RTV: Bia Traldi
Aprovação Cliente: André Molinari, Eduardo Schaeffer e Glaucia Tacaoca
Produtora: Sentimental Filmes
Direção: Camila Faus
Direção de Fotografia: Ted Abel
Atendimento Produtora: Wander Damiani
Montagem / Edição: Rami Aguiar
Produtora de Áudio: Panela

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