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Navegando no Twitter, às vezes leio uma “bio” (aquele textinho descritivo dos perfis) engraçadinha e fico com comichão para alterar a “bio” do meu perfil. Pouco tempo depois, leio outra “bio” que satiriza quem escreve coisa engraçadinha na “bio”. Acho fantástico e sinto vontade de criar minha própria sátira de “bios” engraçadinhas. Então encontro uma “bio” minimalista, abstrata, criativa, que também me inspira. No fim das contas, me encanto com tantas que eu precisaria de uns vinte perfis para agregar tanto estilo de “bio”!
É mais ou menos esse um efeito negativo que as mídias sociais causam em nós, especialmente em nosso lado profissional. A revista Você S/A de maio, cuja matéria de capa fala sobre a “Epidemia Workaholic”, aponta esta questão.
A angústia por atualização profissional e estar “por dentro” do que acontece ganhou força com os avanços tecnológicos e, ultimamente, por causa das mídias sociais.
Isso ocorre porque os sites de relacionamento aumentam o poder de comparação das pessoas. Se entrar no Facebook, um profissional encontrará uma série de coisas legais que seus amigos acabaram de fazer. Entrando no LinkedIn, ele tem acesso a milhares de currículos de gente de seu mercado, idade ou formação. Com o Twitter, descobre as ideias de cada um e o que eles têm feito da vida ultimamente. Diante desse cenário, o profissional olha para seu currículo e tempo, que são limitados, e os compara com as infinitas possibilidades de formação, relacionamento e modo de vida que pipocam na tela à sua frente. Obviamente, o resultado é a angústia de não ter realizado quase nada.¹
As comparações injustas
Talvez nosso cérebro não consiga entender que os feitos, personalidades, carreiras e sucessos que vemos nos perfis alheios são individuais – cada um tem um conjunto de características e conquistas, mas um único perfil não apresenta todas as características desejáveis de uma só vez. Afinal, ninguém é perfeito e capaz de ser bom em tudo. Dessa forma, acabamos por nos comparar com um amontoado injusto de informações sobre sucesso.
Antes das mídias sociais, tínhamos contato com muitas pessoas de sucesso, que haviam realizado e conquistado coisas fantásticas, talentosas e inspiradoras. Éramos conformados em não sermos ricos como o Eike Batista ou visionários como o Steve Jobs. Entretanto, a maior diferença está na percepção horizontalizada que temos agora: estas pessoas de sucesso são tangíveis nas mídias sociais. Podemos interagir com todas elas. Pessoas que antes pareciam viver num mundo à parte, agora compartilham momentos cotidianos parecidos com momentos das nossas vidas. Assim, nos sentimos mais próximos delas, pertencentes ao mesmo patamar, como seres humanos da mesma categoria.
A partir daí, automaticamente começamos a nos questionar por que elas têm tanto sucesso e nós não (com reforço dos neurônios espelho?). Afinal, elas não são iluminadas ou tão especiais assim, porque estão lá conosco, tuitando e compartilhando fotos no Facebook.
Além da aproximação com as pessoas mais ilustres, por meio das mídias sociais também pudemos conhecer melhor as pessoas que antes pareciam “comuns” e “sem graça”. Esses insossos bem-sucedidos agora causam grande inveja porque conseguem diversos feitos que nós não conseguimos.
Eu preciso de tudo ao mesmo tempo agora!
Como pode aquele tapado terminando um mestrado? E aquele feioso saindo com a mais gata da academia? Que absurdo! Aquele sujeito que não saía do bar durante a faculdade se tornou gerente?!
Precisamos entender que não podemos – e nem precisamos – conquistar e atingir tudo o que nossos colegas têm. Assim como não precisamos de uma “bio” no Twitter que seja engraçada, sacada, satírica e minimalista, tudo ao mesmo tempo agora. Não precisamos participar de todos os jogos que nossos amigos jogam no Facebook, nem todas as badges que eles conquistam no Foursquare. No mundo “real”, pense em como seria inviável participarmos de todas as palestras que nossos colegas vão ou termos todos os carros bacanas que eles têm.
Ok, somos competitivos, mas precisamos refletir sobre o que realmente é importante e viável para nós. Senão, vamos acabar frustrados por não ter tudo o que os outros têm, profissionalmente e em outros aspectos da vida também.
Referência bibliográfica
¹ Você S/A. São Paulo: Editora Abril, edição 155, maio de 2011, 96p. “Epidemia Workaholic”, GIARDINO, Andrea, OHL, Murilo e VIEIRA, Vanessa, p. 35-36.

Você provavelmente sabe usar o Twitter, o Facebook, o LinkedIn e às vezes ainda acessa sua conta no Orkut. Agora eu quero saber: você sabe como surgiram as mídias sociais? Como é que começou esta história das redes sociais por meio da internet?
É isto que busquei explicar na apresentação de slides que compartilho hoje. Você pode conferí-la abaixo e, se gostar, sugiro que compartilhe: tuite, curta, envie o link por e-mail, pegue o código embed e incorpore no seu blog… Fique à vontade, pois o conhecimento é coletivo!

Muitas empresas ainda acham que, para motivar e engajar seus colaboradores, basta distribuir chocolate, espalhar wobblers pelo ambiente e dar presentes de Natal para seus filhos. Mas o cenário mudou, evoluiu – e bastante!
Agora existem diversas maneiras de integrar, como nunca, toda a equipe da sua empresa, inclusive fazer com que os departamentos mais distantes interajam e criem harmonia. Isso aumenta a produtividade, a satisfação com o emprego e ainda diminui a famosa “rádio-peão”.
Mídias sociais e o Endomarketing
Do ponto de vista corporativo e mercadológico podemos afirmar que, acima de tudo, as mídias sociais são canais para a criação e manutenção de Relacionamento e Posicionamento (reputação). Claro que elas também podem servir para gerar vendas, realizar promoções e comunicar qualquer coisa, mas o maior potencial da utilização estratégica das mídias sociais está ligado ao Relacionamento e Posicionamento. E quando se trata do público interno de uma empresa a fórmula é muito parecida.
As mídias sociais podem (ou devem) ser utilizadas para desenvolver e aprimorar o Relacionamento entre todos os funcionários, de forma horizontal e desburocratizada. Por meio de um blog na intranet, o CEO pode manter contato com todos, informando e recebendo feedback. Cada setor da empresa (e por que não todos os profissionais?) podem ter seus blogs para fazerem um acompanhamento mútuo e recíproco de projetos, novidades, experiências que deram certo, entre outros assuntos que sejam de interesse comum.
Além dos blogs, as mídias sociais com foco profissional, como o LinkedIn, também podem ser muito úteis para o aprendizado e atualização, gestão e aumento de network e acompanhamento de notícias corporativas. E que tal ter um Twitter exclusivo para sua empresa, no qual em vez de publicarem “o que está acontecendo” ou pensamentos cotidianos, as pessoas publicassem “em que estou trabalhando”, “indo para reunião externa”, “acabei de voltar do almoço”, frases inspiradoras, avisos institucionais rápidos como “o banheiro do 2º andar está em manutenção” ou ainda links com artigos relevantes, notícias sobre o nicho da empresa? Pois isso já acontece dentro de diversas empresas com a utilização do Yammer, o Twitter corporativo que permite a criação de redes sociais exclusivas para as empresas.
Mudança cultural
Incorporar mídias sociais e outras ferramentas da web 2.0 na cultura de uma empresa pode ser um processo difícil e demorado, mas certamente muito valioso. As possibilidades não terminam na comunicação interna: o debate, a troca de opiniões e a concepção colaborativa apresentam potencial maior do que qualquer brainstorm feito nas tediosas salas de reunião. A Pepsi possui um bom exemplo: no site Refresh Everything, seus colaboradores podem enviar, debater e refletir sobre as causas que mais merecem investimentos da empresa, que destinou 1 milhão de dólares para isso.
Um dos maiores desafios das empresas, além de conseguir engajar a todos, é convencer os gestores a correrem o risco da exposição, o risco do vazamento de informações. Entretanto, esse risco é algo real e impossível de conter. Mesmo que você bloqueie o acesso à internet, seu funcionário ainda poderá tirar fotos com o celular e postar no Facebook, poderá atualizar seu perfil no Twitter contando tudo o que está acontecendo e até mesmo gravar em vídeo conversas sigilosas e segredos industriais, para postar no YouTube quando chegar em casa.
Resumindo, é preciso parar de temer e resistir à internet e utilizá-la positivamente, a favor da empresa nos dois âmbitos do Marketing: com o cliente externo e também com o cliente interno.
Olá! Gostaria de compartilhar com você meu case com o Instituto Mauá de Tecnologia.
Se puder, deixe sua opinião nos comentários deste post, ok? Espero que goste do case!

Encontrei num trabalho acadêmico (do @Eloy_Vieira e @lisboaline) uma teorização sobre os conceitos de redes sociais, mídias sociais e mídias digitais. Acho interessante levantar novamente esta questão para ajudar a elucidar as dúvidas e para que o pessoal não se confunda mais (abaixo, ipsis litteris):
…é importante ressaltar a diferença conceitual entre redes sociais, mídias sociais e mídias digitais. As redes sociais são simplesmente mais um forma de relações entre as pessoas, que, “na internet, [...] são as relações interpessoais mediadas pelo computador, e acontecem através da interação social em busca da comunicação” (FREITAS, 2010, p. -).
Já as mídias sociais abrangem muito mais, e são típicas da Web 2.0, pois, segundo Kaplan e Haenlein (2010, p. -) as mídias sociais são “um grupo de aplicações para Internet, construídas com base nos fundamentos ideológicos e tecnológicos da Web 2.0, e que permitem a criação e troca de Conteúdo Gerado pelo Utilizador”, ou seja, as redes sociais na Internet são automaticamente consideradas mídias sociais uma vez que proporcionam trocas de informações, idéias e interesses.
Já o termo mídias digitais é muito mais abrangente e designa qualquer meio de comunicação que se utilize de tecnologia digital, ou seja, toda rede social é uma mídia social que, por sua vez, também é uma mídia digital.
Fonte: ler PDF no Google Docs
PS: e pra quem ainda confunde, quem trabalha com Design é Designer – o trabalho do Designer é o Design; logo, um site ou um folder não tem um “designer bonito”, a não ser que você esteja se referindo ao cara que criou a arte!




