Posts com a tag ‘mídias sociais’
Provavelmente inspirados pelo consagrado infovídeo Social Media Revolution, o Discovery Brasil publicou em seu site um vídeo com diversas estatísticas sobre o universo das mídias sociais. O visual é agradável e os dados são interessantes e atualizados. Confira:
Clique aqui para assistir diretamente no site do Discovery Brasil.

Navegando no Twitter, às vezes leio uma “bio” (aquele textinho descritivo dos perfis) engraçadinha e fico com comichão para alterar a “bio” do meu perfil. Pouco tempo depois, leio outra “bio” que satiriza quem escreve coisa engraçadinha na “bio”. Acho fantástico e sinto vontade de criar minha própria sátira de “bios” engraçadinhas. Então encontro uma “bio” minimalista, abstrata, criativa, que também me inspira. No fim das contas, me encanto com tantas que eu precisaria de uns vinte perfis para agregar tanto estilo de “bio”!
É mais ou menos esse um efeito negativo que as mídias sociais causam em nós, especialmente em nosso lado profissional. A revista Você S/A de maio, cuja matéria de capa fala sobre a “Epidemia Workaholic”, aponta esta questão.
A angústia por atualização profissional e estar “por dentro” do que acontece ganhou força com os avanços tecnológicos e, ultimamente, por causa das mídias sociais.
Isso ocorre porque os sites de relacionamento aumentam o poder de comparação das pessoas. Se entrar no Facebook, um profissional encontrará uma série de coisas legais que seus amigos acabaram de fazer. Entrando no LinkedIn, ele tem acesso a milhares de currículos de gente de seu mercado, idade ou formação. Com o Twitter, descobre as ideias de cada um e o que eles têm feito da vida ultimamente. Diante desse cenário, o profissional olha para seu currículo e tempo, que são limitados, e os compara com as infinitas possibilidades de formação, relacionamento e modo de vida que pipocam na tela à sua frente. Obviamente, o resultado é a angústia de não ter realizado quase nada.¹
As comparações injustas
Talvez nosso cérebro não consiga entender que os feitos, personalidades, carreiras e sucessos que vemos nos perfis alheios são individuais – cada um tem um conjunto de características e conquistas, mas um único perfil não apresenta todas as características desejáveis de uma só vez. Afinal, ninguém é perfeito e capaz de ser bom em tudo. Dessa forma, acabamos por nos comparar com um amontoado injusto de informações sobre sucesso.
Antes das mídias sociais, tínhamos contato com muitas pessoas de sucesso, que haviam realizado e conquistado coisas fantásticas, talentosas e inspiradoras. Éramos conformados em não sermos ricos como o Eike Batista ou visionários como o Steve Jobs. Entretanto, a maior diferença está na percepção horizontalizada que temos agora: estas pessoas de sucesso são tangíveis nas mídias sociais. Podemos interagir com todas elas. Pessoas que antes pareciam viver num mundo à parte, agora compartilham momentos cotidianos parecidos com momentos das nossas vidas. Assim, nos sentimos mais próximos delas, pertencentes ao mesmo patamar, como seres humanos da mesma categoria.
A partir daí, automaticamente começamos a nos questionar por que elas têm tanto sucesso e nós não (com reforço dos neurônios espelho?). Afinal, elas não são iluminadas ou tão especiais assim, porque estão lá conosco, tuitando e compartilhando fotos no Facebook.
Além da aproximação com as pessoas mais ilustres, por meio das mídias sociais também pudemos conhecer melhor as pessoas que antes pareciam “comuns” e “sem graça”. Esses insossos bem-sucedidos agora causam grande inveja porque conseguem diversos feitos que nós não conseguimos.
Eu preciso de tudo ao mesmo tempo agora!
Como pode aquele tapado terminando um mestrado? E aquele feioso saindo com a mais gata da academia? Que absurdo! Aquele sujeito que não saía do bar durante a faculdade se tornou gerente?!
Precisamos entender que não podemos – e nem precisamos – conquistar e atingir tudo o que nossos colegas têm. Assim como não precisamos de uma “bio” no Twitter que seja engraçada, sacada, satírica e minimalista, tudo ao mesmo tempo agora. Não precisamos participar de todos os jogos que nossos amigos jogam no Facebook, nem todas as badges que eles conquistam no Foursquare. No mundo “real”, pense em como seria inviável participarmos de todas as palestras que nossos colegas vão ou termos todos os carros bacanas que eles têm.
Ok, somos competitivos, mas precisamos refletir sobre o que realmente é importante e viável para nós. Senão, vamos acabar frustrados por não ter tudo o que os outros têm, profissionalmente e em outros aspectos da vida também.
Referência bibliográfica
¹ Você S/A. São Paulo: Editora Abril, edição 155, maio de 2011, 96p. “Epidemia Workaholic”, GIARDINO, Andrea, OHL, Murilo e VIEIRA, Vanessa, p. 35-36.

O colega Bruno Alface havia me perguntado sobre o assunto e também vi algumas pessoas tuitando a respeito. Mas como é que se cria e personaliza uma fanpage no Facebook?
Por mais que estejamos acostumados com os sistemas das mídias sociais e que o Facebook esteja quase inteiro em português, ainda não é “mamão com açúcar” fuçar para descobrir como tirar proveito da mídia social de Zuckerberg para os negócios.
Compartilhamos com vocês, caros leitores, amigos, curiosos, concorrentes – e até minha avózinha que está aprendendo a “mexer com informática” –, a apresentação de slides abaixo, onde explicamos os primeiros passos para criar uma página de empresa no Facebook.
Se gostar, compartilhe e deixe um comentário, tá?

Você provavelmente sabe usar o Twitter, o Facebook, o LinkedIn e às vezes ainda acessa sua conta no Orkut. Agora eu quero saber: você sabe como surgiram as mídias sociais? Como é que começou esta história das redes sociais por meio da internet?
É isto que busquei explicar na apresentação de slides que compartilho hoje. Você pode conferí-la abaixo e, se gostar, sugiro que compartilhe: tuite, curta, envie o link por e-mail, pegue o código embed e incorpore no seu blog… Fique à vontade, pois o conhecimento é coletivo!

Li recentemente, no blog Mídia Boom, um artigo muito bacana, escrito por Felipe Morais, sobre os quatro pilares da comunicação digital. Nele, o autor afirma que estes pilares são: engajamento, relacionamento, conteúdo e presença digital.
Com base em sua experiência como planner, Felipe conta que o ideal é investir nestas quatro frentes, e que em todos os casos de sucesso que ele conhece, pelo menos uma delas foi bem trabalhada. Entretanto, o autor enfatiza que os pilares estão intrinsicamente ligados:
Percebeu o quanto esses pilares têm ligação um com os outros? É assim que o consumidor se comporta nas redes; é assim que ele interage com outras pessoas. (sic) Felipe Morais, no Mídia Boom
Quando estes quatro pilares não estão integrados, você ainda pode obter bons resultados. O engajamento e o relacionamento podem gerar tráfego, ajudar no branding e fidelização, estimular a recompra e a recomendação; o conteúdo pode ajudar a engajar, a desenvolver o relacionamento e também a construir a presença digital que, em si, significa não apenas estar presente, mas ser relevante no meio digital. Isso nos leva à outra questão…
Os dois erros mais comuns da estratégia de marketing web
Muitas estratégias de marketing na web contemplam apenas o básico, o “feijão com arroz”, que seria produzir um site institucional e (às vezes) investir em SEM (search engine marketing). Em outros casos, as empresas optam por dar início a um blog da empresa e abrir contas corporativas nas mídias sociais. A intenção é ótima, mas por que muitas vezes estas iniciativas não dão certo?
1. Pensamento inadequado
Criar um website corporativo vai muito além de transformar o folder da empresa em bits e bytes. Você não pode utilizar as mesmas fotos, os mesmos textos, a mesma disposição dos elementos. É preciso entender que a internet é outra mídia e que seus utilizadores possuem outros padrões de comportamento.
Para que um site corporativo seja eficiente, é preciso pensar nele como o centro da presença digital dinâmica e viva da sua marca. Lembrar que não há limites de espaço físico, como num folder, mas que informação desnecessária não agrega nada – só dificulta o gerenciamento do conteúdo e deixará seus visitantes (possíveis clientes) perdidos, sem encontrar o que procuram. Prestar atenção na usabilidade, clareza do texto para todos os públicos, enriquecimento com elementos visuais e iconografia, canais de contato fáceis e ágeis, entre outras, também é essencial para planejar um bom começo de presença digital eficiente.
2. Entrar no desconhecido mundo das mídias sociais sem um mapa
Após criar o blog, com um design superbacana, e abrir contas em todas as mídias sociais possíveis, muitas empresas acabam se perdendo. Às vezes, até produzem alguns posts e mandam alguns replies no Twitter, mas o trabalho vai muito além disso.
Não é adequado publicar apenas os releases, clippings e comunicados da empresa no blog, e o Twitter não serve apenas para enviar os links que direcionam para o seu website ou blog. Se a estratégia for essa, pare por aí, porque seu público não está interessado nisso.
Também não adianta colocar qualquer pessoa sem especialização (vulgarmente conhecidos como “os sobrinhos”) em áreas relacionadas à Comunicação e ao Marketing para fazer o serviço: os resultados podem ser desastrosos, como este aqui e este também.
Além disso, em grande parte dos casos os canais criados pelas empresas, inclusive seus blogs, acabam jogados às traças, abandonados num gigantesco cemitério virtual. Aí, o que acontece quando um cliente acessa estes canais? Percebe que a marca não está comprometida com o público, que não está interagindo, não está oferecendo valor por meio do conteúdo. Está ausente, frustrando seus visitantes que encontram apenas teias de aranha no espaço da marca.
O internauta é mais exigente, quer conteúdo, quer falar com as marcas e não está mais no site da marca A, B ou C. O digital está cada vez mais fragmentado e é preciso entender isso. (sic) Felipe Morais, no Mídia Boom
Estes são apenas os dois erros que julgamos mais comuns, entre diversos que poderíamos apontar, cometidos pelas empresas que não conhecem o meio digital ou são maldirecionadas. Portanto, meu amigo, cuidado. A internet parece um campo florido com áreas muito férteis, mas também existem seus campos minados. Você precisa saber onde pisa para que a internet, em vez de ser um bom negócio, não vire uma armadilha para a sua marca.




