Posts com a tag ‘mídias sociais’
Fiz uma renovação na lista de blogs que leio, acompanho e aprovo, todos que abordam temas relacionados ao universo da comunicação, marketing digital e propaganda.

São trinta e dois (provavelmente eu me esqueci de alguns). Alguns consagrados, outros nem tanto, mas todos com bastante conteúdo relevante, interessante e que vale a pena conferir e assinar seus feeds RSS (assine os meus também clicando aqui!). Você pode acompanhar a maior parte deles no Twitter também, nesta lista.
Para não haver favoritismo, a lista está em ordem alfabética. E se, no futuro, você quiser consultá-la, basta olhar na barra lateral aqui do blog!
Ah, você também tem um blog sobre o assuntoo? Deixe um comentário neste post contando para nós!
32 blogs sobre comunicação, marketing digital e propaganda
Coloque o mouse sobre cada nome para ler a descrição:
- A Bordo da Comunicação
- Adivertido
- Aletp.com
- Blog de Brinquedo
- Blog Mídia8
- Bruno de Souza
- CHMKT
- Comunique9
- Coxa Creme
- Dr. Conteúdo
- e-Commerce Brasil
- Erros de Marketing
- iMasters
- IT WEB
- Mídia Boom
- Mídia Buzz
- Mídias Sociais . Net
- Mídias Sociais Blog
- Midiatismo
- Mundo do Marketing
- Nós da Comunicação
- Ponto Marketing
- Proxxima
- Puta Sacada
- Quadro dos Bemóis
- Tecnoblog
- Tecnocrata Digital
- Tudo, Mais Tudo Mesmo
- Viu Isso?
- Webdiálogos
- Webinsider
- Wordsmith

O que a gente lê conta muito para a formação de nosso conteúdo. Afinal, sabedoria é construída por meio do acúmulo de informações, experiências e sinapses (os links cerebrais).
Por isso, hoje eu gostaria de convidar você a conhecer algumas mídias sociais cujo foco não é bisbilhotar a vida alheia, nem encher de fotos das suas viagens, nem conseguir um emprego. Elas servem para você compartilhar os livros que você está lendo, os que já leu, os que pretende ler, os que possui, os que gostaria de ganhar, etc.
Skoob – Livros, autores, histórias e amigos, todos conectados
Há alguns anos, eu tenho uma conta no Skoob, a primeira que conheci (parece que estreou no final de 2008). Seu nome é, na verdade, a simples inversão do substantivo livro, em inglês: books <-> skoob. Após fazer o cadastro, você pode buscar por todos os livros que gosta, que pretende ler ou já leu, para montar uma estante virtual – inclusive especificando quais você tem e quais você quer comprar ou ganhar.
Também é possível escrever resenhas e dar notas aos livros, o que pode ser muito útil caso você esteja pensando em comprar um livro mas ainda não tem certeza se ele é bom: a opinião dos outros pode ajudar com a dúvida. Como em toda mídia social, você pode adicionar amigos, trocar mensagens e conferir o que eles estão lendo.
O Livreiro – Encontre livros, autores, resumos e dicas na rede social
Lançado no final de 2009, O Livreiro, segundo dados do Alexa, ainda possui bem menos tráfego do que o Skoob. Mas esta mídia social nasceu com forte investimento em marketing, o que já a colocou num patamar respeitável.
Além dos recursos consagrados no Skoob, O Livreiro oferece alguns recursos sociais adicionais, como a possibilidade de incluir fotos e vídeos no perfil, e uma personalização estética na estante virtual: o usuário pode escolher entre madeira, vidro ou aço. O debate também é bastante incentivado no site, o que é positivo para os usuários, que têm um espaço para compartilhar opiniões, conversar e tirar dúvidas.
Shelfari – a avó das versões brasileiras
Apesar de parecer algo muito inovador, nem o Skoob nem O Livreiro foram os precursores desse tipo de mídia social vertical. Em outubro de 2006, surgiu a Shelfari, cuja finalidade é a mesma das duas mídias sociais acima. O foco está na literatura e os usuários compartilham livros que estão lendo, montam suas bibliotecas e conversam a respeito dos livros.
Além da Shelfari, estão disponíveis também (em inglês): Goodreads, aNobii, LibraryThing (com versão em português) e WeRead.
Transcendendo as mídias sociais
Pedro Markun, do Jornal Debates, mantém o site Livro Livre. A proposta é interessantíssima: você cadastra um livro que queira doar para obter um código, imprime uma etiqueta do site, anota o código do livro e cola a etiqueta. Por último, você “liberta” seu livro, para que outra pessoa possa encontrá-lo e lê-lo. Basta deixá-lo em algum lugar público.
Quem achar, verá a etiqueta com o código identificador e poderá entrar no site para indicar onde encontrou o livro e escrever uma resenha sobre ele. Quando terminar de ler, o novo leitor terá a oportunidade de libertar o livro mais uma vez. Assim, ele passará por várias mãos, cuja única conexão será apenas o livro. Demais!
Conhece outras opções? Compartilhe-as deixando um comentário!

O rapaz terminou sua faculdade de Comunicação (seja qual for a área). Ele sempre teve um blog e gostou de escrever. Então, resolveu estudar redação publicitária, webwriting e afins para ser um produtor de conteúdo, desde o institucional até o evidente branded content.
Coletou informações sobre a estrutura de construção do texto, adaptação de acordo com perfil do público, semiótica, relação entre conteúdo e SEO, regras do acordo ortográfico, convergência midiática e narrativa transmídia, estudou cases de sucesso e, quando apareceu o seu primeiro cliente, pesquisou todo o histórico da empresa e suas estratégias de marketing.
No final, os resultados foram péssimos: o público não se identificou com o conteúdo, informações sigilosas vazaram, o cliente sofreu um processo, buzz negativo foi gerado e o investimento retornou prejuízo.
O caso é fictício, mas pode acontecer se faltar apenas um ingrediente neste profissional: bom senso. Ele realmente conhecia toda a teoria necessária para atuar na área, conhecia todas as fórmulas de sucesso, dicas de especialistas e tinha até lido “Administração de Marketing”, a famosa bíblia do Kotler. Mas, ele não sabia o que fazer com toda aquela informação. Ele não sabia como fazer as coisas acontecerem. Quando precisou tomar decisões, não soube escolher.
Utilizou palavras pouco adequadas e estilo inapropriado nos textos e no relacionamento com o cliente, não julgou corretamente os limites do que poderia comunicar e criou uma imagem incoerente com o posicionamento da marca.
Mas, afinal, o que é ‘bom senso’?
Bom senso é descrito como uma combinação entre sabedoria e razoabilidade. Este segundo termo, apesar de parecer um neologismo corporativo, é um termo comum na área jurídica. A razoabilidade é a flexibilidade, dentro da lei, de decidir com a razão para escolher as melhores opções possíveis para resolver algum problema, analisando todo o seu contexto e ponderando sobre suas consequências.
Isso é o que muitas vezes falta em um profissional com bastante potencial. Conseguir utilizar sua sabedoria com racionalidade, para conseguir aplicá-la de forma eficiente, antevendo os resultados, com empatia, com feeling, julgando corretamente os melhores caminhos a percorrer.
E como desenvolver bom senso?
Basicamente, observando pessoas, situações, comportamentos, resoluções de problemas. Por ser algo muito abstrato, é necessário trabalhar sua capacidade de prever reações dos outros, de interpretar ambiguidades, de compreender detalhes na comunicação (sutis ironias, por exemplo) e aprender como se comportar nas mais diversas situações. Uma grande mistura, não acadêmica, de conhecimentos relacionados à Psicologia, Antropologia, Sociologia e, é claro, Comunicação.
Bom senso é algo tão importante que quem o tem, deveria enfatizar em seu currículo. Mas, é claro, só quem não tiver bom senso o fará. Porque quem tem, sabe que não vai pegar bem.
- Quer saber mais sobre o caso do executivo da Locaweb, da imagem deste post? Então clique aqui.

Também chamado de advertainment, conteúdo de marca e marketing de conteúdo, branded content é todo conteúdo de entretenimento produzido por marcas com o objetivo de aproximar-se do público, fortalecer e associar valores à marca e trabalhar o engajamento.
Apesar de há muito tempo existirem propagandas divertidas, o branded content vai além, fazendo com que a marca seja percebida como alguém que presenteia com entretenimento, não como alguém que faz propaganda engraçada. Ele não invade o espaço e interrompe o consumo de conteúdo como faz a propaganda – ele é o conteúdo consumido.
Ele pode se apresentar em diversos formatos e mídias: livros, histórias em quadrinhos, filmes, espetáculos, programetes de tevê e rádio, artigos em blogs, música, jogos (advergames), entre outros.
Nas mídias sociais, quando as marcas não estão falando diretamente com alguém, elas estão produzindo conteúdo. Notas publicadas na fanpage do Facebook, tuítes interessantes que geram retuítes, posts no blog ou Tumblr são, além de ações de relacionamento, branded content.
Branded content e product placement: qual é a diferença?
São parecidos, mas há diferenças fundamentais. No caso do product placement, geralmente o produto ou a marca aparecem dentro de um contexto aceitável, mas o restante do conteúdo não remete mais à marca. Veja alguns exemplos de product placement no cinema.
Com o branded content, todo o conteúdo é produzido e fornecido pela marca. Além de ter mais destaque (nunca sendo ostensivo, o que descaracterizaria o conceito de entretenimento convertendo o conteúdo em propaganda), a marca é associada com todos os benefícios que o público obtém daquele conteúdo, ou seja, o prazer, o aprendizado, etc. ajudando a construir uma série de retornos positivos.
Vale lembrar que quando um conteúdo é apenas patrocinado, não produzido pela marca, ele não deve ser considerado um branded content. Exemplos:
- As palavras cruzadas temáticas são um exemplo diferente de como a empresa pode financiar e se envolver na criação de conteúdo de marca;
- O Portal Vital oferece muito conteúdo de qualidade, branded content da Unilever;
- A barra do UOL Host no Migre.me é apenas um patrocínio, pois o serviço não foi concebido e oferecido pela patrocinadora.
Qualidade e relevância
Para que o conteúdo de marca seja bem aceito, consumido e gere os resultados esperados, ele precisa ter qualidade e relevância. Ou seja, ele precisa realmente agradar, cativar o público, ser interessante, coerente com a marca e fazer sentido dentro do contexto onde ele for acessado. Branded content que força a marca ou produto goela abaixo do público tende a ser esquecido, ou pior, gerar críticas e indisposição das pessoas com a marca.
Pesquisas indicam que o retorno de sites com branded content é 29% maior do que de sites comuns e que 68% das empresas estão migrando seus investimentos de marketing para formatos relacionados com o conteúdo de marca.
E a sua empresa, está pronta para oferecer conteúdo? Se precisar, entre em contato comigo!
Casos de branded content estudados
Dois casos foram mensurados e analisados pela The Branded Content Marketing Association (BCMA). Confira:
— “Let’s Grow” é um programa social da empresa Morrisons que busca levar conhecimento sobre o mundo da agricultura para escolas infantis e despertar o interesse das crianças. Para aumentar a adesão de crianças ao “Let’s Grow”, a Morrisons produziu um reality show chamado “Farm Camp”, voltado para crianças, mostrando como são as coisas numa fazenda. Com um único episódio, atingiram um aumento de 24% nas adesões.
— Um programete da HSBC chamado “Alternative investing” buscava estabelecer vínculo com um público de maior renda. Os resultados do estudo mostraram que mais de dois terços do público reagiu positivamente, com 67% afirmando “eu gostaria de ver mais desse tipo de coisa no futuro”.

Muitas empresas ainda acham que, para motivar e engajar seus colaboradores, basta distribuir chocolate, espalhar wobblers pelo ambiente e dar presentes de Natal para seus filhos. Mas o cenário mudou, evoluiu – e bastante!
Agora existem diversas maneiras de integrar, como nunca, toda a equipe da sua empresa, inclusive fazer com que os departamentos mais distantes interajam e criem harmonia. Isso aumenta a produtividade, a satisfação com o emprego e ainda diminui a famosa “rádio-peão”.
Mídias sociais e o Endomarketing
Do ponto de vista corporativo e mercadológico podemos afirmar que, acima de tudo, as mídias sociais são canais para a criação e manutenção de Relacionamento e Posicionamento (reputação). Claro que elas também podem servir para gerar vendas, realizar promoções e comunicar qualquer coisa, mas o maior potencial da utilização estratégica das mídias sociais está ligado ao Relacionamento e Posicionamento. E quando se trata do público interno de uma empresa a fórmula é muito parecida.
As mídias sociais podem (ou devem) ser utilizadas para desenvolver e aprimorar o Relacionamento entre todos os funcionários, de forma horizontal e desburocratizada. Por meio de um blog na intranet, o CEO pode manter contato com todos, informando e recebendo feedback. Cada setor da empresa (e por que não todos os profissionais?) podem ter seus blogs para fazerem um acompanhamento mútuo e recíproco de projetos, novidades, experiências que deram certo, entre outros assuntos que sejam de interesse comum.
Além dos blogs, as mídias sociais com foco profissional, como o LinkedIn, também podem ser muito úteis para o aprendizado e atualização, gestão e aumento de network e acompanhamento de notícias corporativas. E que tal ter um Twitter exclusivo para sua empresa, no qual em vez de publicarem “o que está acontecendo” ou pensamentos cotidianos, as pessoas publicassem “em que estou trabalhando”, “indo para reunião externa”, “acabei de voltar do almoço”, frases inspiradoras, avisos institucionais rápidos como “o banheiro do 2º andar está em manutenção” ou ainda links com artigos relevantes, notícias sobre o nicho da empresa? Pois isso já acontece dentro de diversas empresas com a utilização do Yammer, o Twitter corporativo que permite a criação de redes sociais exclusivas para as empresas.
Mudança cultural
Incorporar mídias sociais e outras ferramentas da web 2.0 na cultura de uma empresa pode ser um processo difícil e demorado, mas certamente muito valioso. As possibilidades não terminam na comunicação interna: o debate, a troca de opiniões e a concepção colaborativa apresentam potencial maior do que qualquer brainstorm feito nas tediosas salas de reunião. A Pepsi possui um bom exemplo: no site Refresh Everything, seus colaboradores podem enviar, debater e refletir sobre as causas que mais merecem investimentos da empresa, que destinou 1 milhão de dólares para isso.
Um dos maiores desafios das empresas, além de conseguir engajar a todos, é convencer os gestores a correrem o risco da exposição, o risco do vazamento de informações. Entretanto, esse risco é algo real e impossível de conter. Mesmo que você bloqueie o acesso à internet, seu funcionário ainda poderá tirar fotos com o celular e postar no Facebook, poderá atualizar seu perfil no Twitter contando tudo o que está acontecendo e até mesmo gravar em vídeo conversas sigilosas e segredos industriais, para postar no YouTube quando chegar em casa.
Resumindo, é preciso parar de temer e resistir à internet e utilizá-la positivamente, a favor da empresa nos dois âmbitos do Marketing: com o cliente externo e também com o cliente interno.




