Posts com a tag ‘mídias sociais’
Recentemente li uma matéria do jornal Reporter Diário sobre o uso das mídias sociais no ambiente de trabalho. Resumindo, podemos dizer que os riscos enfrentados são:
- A opinião de colaboradores pode ser vista como opinião da empresa;
- Dados sigilosos podem ser divulgados (vazar);
- A falta de bom senso no equilíbrio do tempo navegando em mídias sociais com o tempo trabalhado pode diminuir a produtividade.
A minha opinião sobre isso baseia-se numa chave muito simples: informação. As empresas só precisam informar seus colaboradores sobre a importância e relevância das mídias sociais, estabelecer um diálogo sério, fazendo com que todos entendam as vantagens e os riscos das mídias sociais – como elas podem ser saudáveis e benéficas para a empresa e seus colaboradores, mas como elas requerem cuidados para evitar confusões, desentendimentos e prejuízos à marca.
Como explicar aos colaboradores
Acredito numa metáfora capaz de explicar de forma bastante descomplicada: as mídias sociais são como uma camiseta. Se você está nas mídias sociais, você está vestindo o tempo todo uma camiseta com informações sobre você. Se você informa o nome da sua empresa em suas mídias sociais, você está estampando o nome da empresa em sua camiseta. Se você fala mal da empresa onde trabalha nas mídias sociais, passa a ir trabalhar usando uma camiseta com suas insatisfações estampadas. Você estamparia “eu odeio meu chefe” numa camiseta e iria trabalhar com ela?
Sobre o tempo investido, o diálogo deve ser o mesmo utilizado ao abordar o tempo que as pessoas passam conversando ou acessando quaisquer outros sites que não tenham relação direta com seu trabalho. Use com moderação! Dê uma olhadinha, descontraia um pouco, relaxe sua mente e depois volte seu foco ao trabalho. Lógico que algumas pessoas não terão bom senso e precisarão de mais conversa ou restrição, mas em geral, uma aproximação franca de um bom líder é o suficiente para que seus colaboradores, de fato, colaborem.
Estudos já revelaram que utilizar as mídias sociais no trabalho é algo positivo, confira clicando aqui.
Na revista INFO de agosto há uma entrevista com Renato Nahas, vice-presidente da Ambev. Uma das perguntas foi “Qual tecnologia trouxe mais impacto ao seu trabalho nos últimos anos?” e a resposta merece destaque:
As redes sociais, sem dúvida. Elas abrem uma porta na empresa para o consumidor.
Clique na foto para acessar a conta de Renato Nahas no Twitter
Em primeiro lugar, quero esclarecer que prefiro o termo mídias sociais, pois considero o Facebook, por exemplo, uma mídia social. Ele é o canal onde temos nossas redes sociais.

ANALISTA?
A princípio, os caras que trabalhavam com blogs e fóruns eram apenas blogueiros e moderadores. Aos poucos, as mídias sociais ganharam popularidade, mas ainda não era o ápice. Foi aí que inventaram o termo evangelista, ou evangelizador de mídias sociais, porque parte do trabalho (talvez a mais difícil) era convencer empresas e consumidores a aderirem ao mundo das mídias sociais, praticamente “pregando a palavra”. O tempo passou e hoje já não é mais necessário tentar convencer alguém sobre a relevância e utilidade das mídias sociais: eis que nasce o especialista em mídias sociais ou, o termo mais aceito, analista de mídias sociais. Aí, dizem que quem se afirma especialista numa área tão nova é charlatão. Os que consideram “analista” um termo hierarquicamente baixo se dizem “gestores” de mídias sociais. Tem gente também que fala community manager ou gerente de comunidades. No fim das contas, eu prefiro dizer que sou o Mídia Social (assim como nas agências tem o Mídia, o Atendimento, o Tráfego, etc.). E você, qual termo prefere? Conhece algum consenso?
PRÉ-REQUISITOS
Aí começa o problema: não se sabe nem como chamar o sujeito, tampouco o que ele precisa saber. Generalizando: alguns acham que jornalistas são ideais, porque escrevem bem e sabem informar; outros preferem publicitários, porque são criativos conhecem linguagem persuasiva e conceitos de marketing; tem gente que prefere programadores, afinal mídia social é site, na internet, então eles devem entender disso; e outros simplesmente pegam qualquer um que tenha um blog e já está ótimo.

ATRIBUIÇÕES
O problema ganha proporções maiores quando é preciso definir o que esse cara das mídias sociais deve fazer, o que é responsabilidade dele ou não. Algumas são básicas: blogar, twittar, cuidar da página no Facebook, usar um perfil ou comunidade no Orkut… Um trabalho desse tipo exige um planejamento e capacidade de coletar dados e gerar relatórios… esse cara sabe fazer isso? É preciso entender de gestão de marcas, personalidade, posicionamento… E o que mais ele faz mesmo? Ele pode compartilhar fotos no Flickr e vídeos no YouTube, mas é ele quem deve editar as fotos e os vídeos? É ele quem deve criar o layout e programar o blog? Faz SEO? E se precisar criar uns aplicativos para colocar no site da empresa, para integrar com o Twitter e o Facebook, quem faz isso? E qual é o piso salarial desse cara? Ah, chama seu sobrinho mesmo.
A fórmula começa a ficar batida… virais musicais, já existem tantos por aí que os novos nem surpreendem muito. Mas, de qualquer forma, como a maior parte das ações da Coca-Cola, uma peça muito bem produzida:
Por falar em Coca-Cola, a minha versão favorita (a Zero) acaba de lançar um aplicativo para Facebook que pode ser utilizado para organizar festinhas entre amigos: clique aqui para conhecer.
Vemos muitas empresas pequenas cometendo gafes no Twitter. Às vezes, erros monstruosos de português, discussão com clientes, promoções mentirosas, entre outros. Agora, não esperamos que gigantes multinacionais cometam os mesmos erros.
Acontece que a Unilever, que fez 80 anos no ano passado, criou uma promoção para a ocasião. Aproveitou e criou uma conta no Twitter, na qual divulgava os vencedores e convidava as pessoas a participar e… só. Ficou nisso. A conta que existe no endereço http://twitter.com/unileverbrasil só tem isso.
Veja nas imagens abaixo: a primeira, do Twitter e a segunda, do hotsite da promoção.
Como se não bastasse, eles ainda resolveram criar contas específicas para o SAC de produtos diversos. Entre os anunciados estão o xampú Seda, o suco AdeS, a maionese Hellmann’s e a margarina Becel. Se você clicou nos nomes, já percebeu um grande #fail: a página que deveria levar ao SAC do xampú simplesmente não existe. E, se der uma olhada nos outros, verá que o “relacionamento” não passa de bajulação em retribuição à bajulação – super repetitivo.
Veja nas imagens abaixo: a primeira, da notícia alardeando os SACs no Twitter, a segunda, prova da conta inexiste @SACseda e a terceira, dos twittes chatos da Becel.
O que aprendemos com isso?
Que mesmo grandes, gigantes empresas ainda não entenderam as mídias sociais, ainda não sabem como atuar e nem como aproveitar todo o potencial que elas oferecem.
Fica a dica, Unilever! #fikdik
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25/05/2010: RESPOSTA DA UNILEVER
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Meu nome é Lara, trabalho no centro de relacionamento com o consumidor da Unilever e através do acompanhamento das manifestações em relação às nossas marcas nas redes sociais foi possível localizar o seu blog. Super obrigada pelas sugestões no post. É sempre bom trocar informações com pessoas da área.
No mês passado, realizamos uma mudança de username no nosso perfil de sacSeda para SedaOficial. Houve um equívoco na publicação do novo endereço na notícia publicada a respeito no site da Unilever, porém a mesma já foi corrigida.
A estratégia utilizada pela Unilever no twitter é a de se relacionar e acompanhar de perto todos os consumidores que citam experiências positivas ou negativas sobre nossos produtos. Logo, interagimos com todo mundo que nos cita, seguindo-os e atuando também como canal de atendimento na resolução de problemas.
Em relação ao twitter UnileverBrasil, ele foi criado para uma campanha especial de 80 anos da Unilever e com o fim da campanha fizemos uma pausa na atualização do canal porém estamos planejando novas ações em breve.
Agradecemos suas sugestões e nos colocamos à disposição para qualquer outra dúvida. Obrigado por nos ajudar a melhorar nossos canais. As redes sociais são um espaço onde empresas como a nossa aprendem todos os dias com os consumidores.
Abraços, Lara Asfora | SAC – Unilever Brasil











