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Parece que as barangas seminuas do Orkut e a hegemonia dos sites pornográficos estão perdendo força. Conteúdo infantil e cheio de inocência está começando a ganhar a internet de forma surpreendente, sendo consumido por adultos mesmo.
Seria sinal de amadurecimento da geração Y que, após a fase de negação da infância, volta a aceitar esse tipo de conteúdo? Pode ser. Ou seria reflexo de uma saturação da negatividade que recebemos nos jornais e das dificuldades do cotidiano, fazendo com que conteúdos imaculados sirvam de refúgio, uma fuga da realidade cheia de problemas que enfrentamos?
Seja lá o que for, é bom ficarmos de olho nisso pois os próximos virais de sucesso podem seguir essa tendência…
Sesame Street: Elmo’s Song – 22 milhões de visualizações, destacado no blog de tendências do YouTube

Menina Isabela: seu pai publicou um vídeo em que ela reclamava dele ter fechado a porta – foi o que bastou pra ela virar um fenômeno na internet, cativando milhões de brasileiros em poucos dias (clique na foto para assistir ao primeiro vídeo ou aqui para acessar o canal dela, com outros vídeos)
Mesmo possuindo mais de 32 milhões de usuários, recebendo publicidade massiva de governos e celebridades e produzindo resultados memoráveis para empresas como Dell e Zappos, muitos executivos ainda não entendem o Twitter.
Além disso, há muito ruído: informações superficiais, auto-promoção e spam, que afugentam os novatos neste serviço, como se todos gritassem e ninguém escutasse. Mas, entendendo e sabendo utilizar, o Twitter é uma poderosa ferramenta.

Confira abaixo 7 motivos porquê toda empresa precisar estar no Twitter:
1. Para interagir com clientes
Manter contato com clientes pelo twitter não apenas fideliza, mas permite conquistar novos clientes e desenvolver o relacionamento – a preço baixíssimo. Com mil seguidores, por exemplo, cada tweet vale por 1000 e-mails marketing. Não que o Twitter vá substituir outras formas de contato, mas ele reduz o custo e estreita a frequência das interações.
2. Para interagir com prospects
Vários de seus clientes estão usando o twitter, assim como seus prospects. E eles podem não notar seus anúncios, mas ao conferir seu twitter, podem notar a qualidade do atendimento em vez de apenas ouví-lo dizer que seu atendimento é bom (afinal, todos dizem isso).
3. Para influenciar os influenciadores
Analistas da indústria, jornalistas, blogueiros e outros líderes de opinião de todos os setores da economia estão representados no Twitter. Se você twittar conteúdo que os interessa, os retwittar e começar diálogos, eles podem formar uma opinião favorável e escrever/falar sobre sua empresa. É menos formal, mais social e menos frio do que outras abordagens.
4. Para ganhar inteligência de mercado
O fato de que consumidores, prospects e líderes de opinião estão todos usando o twitter fazem dele uma ótima fonte de pesquisa sobre seus produtos, sobre o mercado e novas ideias.
5. Para se tornar um recurso
Prospects não se importam com seu produto ou serviço – eles querem resolver seus problemas. Demonstrar e compartilhar um amplo conhecimento em sua área de atuação fará de você um recurso de informações úteis, dando a possibilidade de você falar mais sobre seus produtos e serviços em forma de consultoria.
6. Para dar personalidade ao seu negócio
Websites de empresas são, necessariamente, uma comunicação do tipo um-para-muitos, formal e impessoal. O Twitter, por sua vez, é muito mais casual, amigável, promove conversas, é mais pessoal e capaz de criar novos valores e reforçar os já existentes de brand equity.
7. Para fazer parte da conversação
Clientes, prospects e influenciadores já estão lá, discutindo sobre seu mercado e talvez até sobre sua empresa. Se você não participar dessa conversa, você estará perdendo uma valiosa inteligência, oportunidades de negócios e até a oportunidade de prevenir danos à imagem da sua marca.
Conclusão
O Twitter é muito mais do que uma sopa de 140 caracteres para celebridades, spams e narcisistas. Profissionais e usuários mais espertos conseguem filtrar a cacofonia e cria diálogos preciosos com participantes singulares. Não fique de fora!
Publicado originalmente em: mídia zozial – notícias curtas sobre mídias sociais

A segunda onda da internet, chamada por Tim O’Reilly de Web 2.0, possui muitas diferenças da primeira onda. Entre as mais importantes, a possibilidade de colaboração, a facilidade em criar conteúdo e a comunicação de via dupla entre empresas e clientes.
O rádio foi uma grande revolução da comunicação de massa. Durante décadas foi a mais popular e disputada, ditando a vida das pessoas com notícias e entretenimento, concentrando a maior parte da verba publicitária. Aí veio a televisão, e muitos acharam que o rádio iria morrer. Mas ele sobreviveu, continuou firme e forte. Nos últimos anos, com a internet, muitos também disseram: o rádio vai morrer. Ainda mais agora, que o compartilhamento de arquivos mp3 é facílimo e as conexões estão cada vez mais rápidas e baratas, possibiitando o streaming de áudio.
Mas, todos ignoraram as características que o rádio tem em comum com a web 2.0, justamente as características que mais atraem as pessoas para as mídias sociais na grande rede.
Queen “Radio Ga Ga”
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O rádio sempre permitiu a participação do ouvinte, ou seja, era a mídia de massa mais interativa antes da internet. As rádios sempre permitiram visitas aos estúdios, fizeram sorteios de ingressos para os ouvintes, montaram rankings com as músicas mais pedidas… tudo muito colaborativo.
Mesmo que o usuário tenha um iPod com 32 GB de músicas, possa escutar automatizadas rádios online (que permitem pausar e avançar as músicas), ainda assim, as rádios convencionais terão mais valor. Por quê? Porque escutar música assim é frio, mecânico, impessoal, individual. Por isso, o fator mais precioso que o rádio tem em comum com a web 2.0 é o fator HUMANO.
O usuário sabe que por trás das músicas tocando na rádio existe uma equipe trabalhando, com um locutor bacana falando pra ele e para todo mundo que está ouvindo junto com ele. Além disso, não são apenas músicas e anúncios: você tem os comentários dos locutores, notícias, recados dos ouvintes… E sabe que, junto com você, existe um monte de gente escutando e curtindo junto. Você não está sozinho.
Você pode até ter lembrado do serviço Blip, que permite aos seus usuários enviar músicas num “playlist social”. Sim, é muito social, muito humano, mas não há personalidade, não há hierarquia, não há previsibilidade. As rádios desenvolvem personalidade própria, ou seja, o ouvinte conhece suas vinhetas, sabe o tipo de música que vai ouvir, conhece os locutores pelo nome e reconhece sua voz. Sabe que a equipe da rádio pode contar novidades do cenário musical que não teria acesso com seus amigos.
No Blip, as pessoas conversam e prestam homenagens, mandando músicas como bem entendem. Ou seja, se você adiciona alguém que mandou duas músicas dos Beatles, mas na sequência ele pode mandar um sertanejo ou um funk. É imprevisível! A imagem que as rádios criam são tão fortes que elas são realmente personificadas, ganhando um papel de companheira na vida dos ouvintes.
The Buggles “Video Killed the Radio Star”
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Sendo assim, podemos concluir que escutar rádio continua sendo uma delícia e que enquanto as pessoas gostarem de fazer as coisas juntas, o rádio, assim como a internet, não vai morrer.
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Minha rádio favorita? Kiss FM (site)(siga no Twitter)
A importância das mídias sociais para uma marca vai além de divulgar sua marca, de comunicar unilateralmente ou servir como canal de propaganda. A essência das mídias sociais, como o termo social deixa claro, é o Relacionamento.
Este Relacionamento é que vem ganhando destaque no universo corporativo. A consciência da importância desta troca de informações está trazendo muitas empresas, mesmo as mais conservadores, para a web.

Apesar de não possuir a mesma precisão para medir os resultados, como as tradicionalmente obtidas (visitação, cliques, visitantes únicos, bounce, etc.), as mídias sociais têm o poder de combinar diversos elementos de comunicação e relacionamento. Por meio dela, é possível informar, viralizar conteúdo, engajar clientes e prospects, obter feedback, diferenciar-se com ações exclusivas, preparar teasers inovadores e somar, responder dúvidas individuais que formam grandes FAQs (frequently asked questions, ou perguntas frequentes) públicos, obtendo cada dia mais audiência e participação.
Resumindo, as mídias sociais unem comunicação, relacionamento e pesquisa. Deu pra entender por que tantos peixes grandes estão investindo nisso?
Acredito haver uma estreita relação entre a política econômica de um país e a situação do mercado. Profissionais de Marketing, Gestão, Propaganda e Tecnologia – temas mais abordados aqui -, devem buscar entender um pouco a respeito, pois tal política influencia diretamente no mercado em que estão inseridos e, no final da história, em suas vidas como um todo. Uma questão polêmica e popular no Brasil é da vilanização do Capitalismo e da glorificação do Socialismo. Deixo abaixo uma excelente reflexão sobre o assunto:
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“Imagine um país com dois habitantes e renda total de 10 moedas, dividida meio a meio. Desigualdade zero, perfeita distribuição. Imagine agora um país com dois habitantes, mas com renda total de 30 moedas, sendo que o indivíduo A fica com 20 e o B com 10. A renda do rico é o dobro daquela do pobre, mas este certamente está melhor de vida do que os dois igualmente pobres do primeiro país.
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Este é o ponto para ilustrar um debate bem atual, a crescente desigualdade de renda no capitalismo global.
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Em 2007, poucos chineses compraram Ferraris zero km por US$ 300 mil, e isso em um país no qual um salário de 200 dólares/mês é bastante bom. Enorme desigualdade – mas toda a população chinesa vive melhor hoje do que há 30 anos (China comunista), quando, antes das reformas econômicas, havia uma ampla igualdade na pobreza. Desde a introdução do capitalismo, cerca de 600 milhões de chineses deixaram a linha da pobreza, processo que continua. Em outras palavras, a China desigual de hoje é melhor que a China igual do passado. Cuba é um exemplo, hoje, de igualdade na pobreza.
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Digamos que uma família tenha uma renda mensal de 100 moedas, estável durante alguns anos, enquanto a renda nacional cresce a 5% ao ano. Claro que, a cada ano, essa família torna-se mais pobre em relação à média da população. Imagine, porém, que alimentos e bens de consumo tenham ficado cada vez mais baratos ao longo dos anos (devido ao livre mercado). Ou seja, com as mesmas 100 moedas aquela família pode comprar mais coisas e melhorar sua qualidade de vida. Pela medida da renda, terá piorado. Pela medida do consumo, terá melhorado.
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Está aqui o fenômeno mais importante do capitalismo global de hoje. Durante décadas, a produção de alimentos esteve em alta e os preços em queda acentuada – fato que beneficiou diretamente os mais pobres, justamente a parcela da população que gasta parte maior de sua renda com alimentação. Também aumentou a produção e despencaram os preços de bens de consumo essenciais para a qualidade de vida, como fogão, geladeira, televisão, telefones e, mais recentemente, celulares e computadores. De novo, isso beneficiou diretamente a parte mais pobre da população mundial que não tinha e passou a ter acesso àqueles bens.
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Não faz muito tempo, uma linha de telefone não-comercial custava US$ 5 mil no Brasil e era, então, um sinal de desigualdade. Em 2008, mais de 100 milhões de brasileiros utilizaram celulares igualmente. Pode haver aí uma desigualdade – o rico utilizando um aparelho de 2 mil dólares e o pobre com um modelinho usado de 50 reais. Há geladeiras de 30 mil reais e outras de menos de mil. Idem para aparelhos de televisão.
Mas ricos e pobres fazem as mesmas coisas, comunicam-se, preservam alimentos e vêem TV.
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Ou seja, a desigualdade maior estava no início do capitalismo, quando a diferença era ter ou não ter aquilo que melhora a vida. Há desigualdade entre andar de Ferrari e de carro popular usado. Mas é bem menor do que ter ou não ter o carro, este acessível a um número cada vez maior de pessoas, em consequência de uma combinação de preço menor, maior renda e ampliação dos sistemas de financiamento.
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A expansão do capitalismo trouxe ao mesmo tempo uma maior desigualdade de renda e uma maior igualdade material e, pois, de qualidade de vida. Claro que o ideal seria combinar as duas igualdades – Ferraris para todos! – mas como dizia Deng Xiaoping, é preciso que alguns enriqueçam. O sistema depende dos empreendedores que sabem ganhar dinheiro produzindo bens e serviços.
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Vai daí que restam para o governo duas funções principais. A primeira e mais importante é criar um ambiente de negócios favorável ao empreendedor privado, condição necessária para o enriquecimento de uma nação. A segunda é fornecer educação e saúde básica, mas especialmente boa escola, que é a base da ascensão social e, pois, da redução das desigualdades. E escola boa não é como DVD, que fica cada vez mais barato. É cara – e essa é uma vantagem comparativa dos mais ricos. Resumo: capitalismo e escola pública de qualidade.”





