Posts com a tag ‘ugc’

Em resposta ao post “Entendendo Redes Sociais e Mídias Sociais assim como suas ferramentas” do Mídias Sociais blog:


“Propaganda” ou “publicidade”?

Philip Kotler e Kevin Lane Keller definem, em “Administração de Marketing”, PROPAGANDA como: “qualquer forma paga de apresentação não pessoal e promocional de ideias, bens ou serviços por um patrocinador identificado”.

PUBLICIDADE só aparece como recurso do profissional de Relações Públicas. Quando algo é bom ou ruim, a marca tem publicidade positiva ou negativa, ou seja, divulgação espontânea e que foge ao controle da empresa.

O conceito, por causa da “propaganda” nas grandes guerras (a propaganda moderna deve muito ao nazista Joseph Goebbels), foi afastado do vocabulário anglicano e norte-americano. Lá, eles usam ‘advertising’ para o que chamamos de ‘propaganda’. O que chamamos de ‘publicidade’, para eles é ‘public relations’ (exercida pelo PR Manager). Propaganda, para eles, é um termo que define propagação ideológica sem escrúpulos, como nas guerras.


“Redes sociais” ou “mídias sociais”?

Coloquialmente utilizamos ambos como sinônimos. Entretanto, o termo rede social é super antigo no mundo corporativo, sempre foi usado com relação à construção de networks. Se temos uma mídia (a internet/um site) intermediando a rede social, então esta mídia é social (mas, dentro dela, existe a rede).

No final das contas, em ambos os casos, no dia-a-dia não faz muita diferença usar um termo ou outro. No final das contas, hoje nos referimos à publicidade apenas como retorno de mídia ou conteúdo gerado por usuário. Já as redes sociais sem mídias intermediadoras são chamadas apenas de networks. A linguagem técnica e seus conceituadores devem ser tão flexíveis quanto ela própria, o mundo muda, evolui, progride, assim como nossa língua. Sendo assim, debater terminologias retrógradas é jogar conversa fora!

Alguns famigerados e-mails encaminhados que a gente recebe podem ter palavras estratégicas propositais. Diversas vezes, ao perder nosso tempo lendo esses “fwd’s” , podemos estar sendo expostos a algum tipo de comunicação mercadológica.

.

Imagine uma piada qualquer. Então, insira no contexto alguma marca. Como naquelas famosas piadas de matrimônio: “então o maridão chega em casa, todo contente em sua Tucson novinha, e sua mulher…”. Acaba passando despercebido.

.

Difícil é saber quando esta inserção foi proposital ou não. Em alguns casos, a marca é inserida num contexto depreciativo, mas, em geral, são apenas coadjuvantes. Talvez seja impossível saber o que é fruto de um profiça de marketing e o que é simplesmente inserido por leigos para ilustrar a piada.

.

Mas quais seriam as vantagens disto?

Várias. Listarei três: primeira, custo zero. Segunda, é como se fosse um product placement: a marca aparece, mas não é protagonista, então não é criado um valor consciente. Terceira, o valor consciente associado à marca é o do momento de descontração, aquele momento gostoso de entretenimento com uma piada, que provavelmente foi enviada por alguém que gostamos. Desta forma, caracteriza-se uma ação de marketing viral.

.

Pois é, você achou que só era possível fazer um viral com vídeo de futebol no YouTube ou hotsite com joguinhos? Não, existe esta fórmula fácil, simples e barata. Você pode até duvidar que algum, entre todos estes branded e-mails, seja proposital. Mas que a divulgação da marca acontece, acontece. Fica a dica para os criativos!

.

Exemplo (recebi por e-mail):

O texto recebi por e-mail, o cabeçalho é só pra ilustrar

Colmeia: O melhor dos blogs

Todo Espaço Online

Uêba - Os Melhores Links



LinkLog